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‘Sou filha dos festivais universitários’, diz cantora Lídia Maria

25/04/2018 às 15:45, por Alexandre de Melo.

Lídia Maria no Festival Inquietações, Ceará.
Crédito: Davi Dutra

Cantora Lídia Maria apresentou o show “Vozes da Revolução” no Festival Inquietações 

A cantora e instrumentista cearense Lídia Maria emprestou a sua voz versátil para canções engajadas de ícones da MPB e do rock nacional na abertura do Festival Inquietações nesta terça-feira (24) na Concha Acústica da Universidade Federal do Ceará (UFC).

Ela bateu um papo com a reportagem da UNE Volante sobre o incentivo que os festivais universitários podem dar aos artistas regionais e como ela própria impulsionou a carreira por meio de festivais similares ao Inquietações. Confira: 

O show apresentado no Festival Inquietações é uma forma de protesto ao momento do País?

Sim. O show chama “Vozes da Revolução”. Eu quis cantar músicas que trazem essa reflexão social, política e de identidade. A MPB e o rock nacional estão cheias dessas referências, mas nem sempre são conhecidas da nova geração. Quando eu estava passando o som, por exemplo, eu estava cantando Rádio Pirata do RPM, sucesso absoluto nos anos 80. Um rapaz me perguntou se aquela música bacana era minha. Ele não conhecia. Fiquei lisonjeada dele achar que a canção era minha e feliz por ter a possibilidade de apresentar um repertório de MPB e rock nacional com essa postura contestadora.

Você acredita que existe um engajamento político diferente Nos artistas atuais?

A gente está em um País que vive um golpe, um estado de exceção. Portanto, independentemente de ser artista ou não, precisamos nos informar e se posicionar, sim. O artista tem alcance com o público, então ele deve no mínimo se preocupar em estar bem informado sobre o assunto.

Qual é a importância dos festivais universitários para o artista brasileiro atualmente?

Eu fui estudante de Ciência Sociais aqui da Universidade Federal do Ceará (UFC) e lancei o meu primeiro CD em 2013 apoiada pelo Festival UFC de Cultura. O Festival na época tinha bandas nacionais e do Ceará e eu participei por dois anos da mostra de bandas universitárias dentro do festival maior. No segundo ano eu entreguei um EP Paulo Mamed que trabalhava no Marketing da Universidade e ele produziu o meu primeiro álbum chamado “Alma Leve”. Ou seja, eu sou filha dos festivais universitários e tenho muita gratidão. O público universitário é muito potente e pode impulsionar o artista que cativa essas pessoas.

Há um legado de artistas que se lançaram nas Universidades cearenses?

Sem dúvida. A geração do Pessoal do Ceará que Fagner, Ednardo, Belchior, Fausto Nilo, Roger Rogério fizeram parte é muito querida nacionalmente e eles eram frequentadores assíduos da Arquitetura da UFC, faziam os seus encontros aqui. O exemplo deles é inspirador para que a gente continue produzindo arte na Universidade.

‘O público universitário é muito potente e pode impulsionar o artista que cativa essas pessoas’. Crédito: Davi Dutra

O artista regional tem mais espaço nos festivais universitários?

Nem sempre os festivais maiores convidam as atrações da cidade para se apresentar. Os festivais universitários são fundamentais porque as pessoas podem conhecer um pouco mais de perto o material incrível que é produzido regionalmente. Em Fortaleza e em várias partes do Brasil há muitos artistas excelentes que precisam cada vez mais de espaços como os dos festivais universitários.

 

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