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Somos todas margaridas!

06/08/2015 às 15:27, por Renata Bars.

5ª edição da maior manifestação pelos  direitos das mulheres no Brasil acontece dia 12 de agosto

Em 12 de agosto de 1983, Margarida Maria Alves, trabalhadora rural, presidente do Sindicato de Trabalhadores rurais de Alagoa Grande, município do estado da Paraíba, foi assassinada por um pistoleiro, a mando dos usineiros da região do brejo paraibano.  Sua morte tornou-se um símbolo político, e desde os anos 2000 a maior mobilização de mulheres trabalhadoras rurais realizada no país carrega a força de seu nome.

Neste ano, a 5ª edição da chamada ‘’Marcha das Margaridas’’ acontece na próxima quarta-feira, dia 12 de agosto, em Brasília, entre o estádio Mané Garrincha e o Congresso Nacional. A mobilização tem início ainda no dia 11, quando acontecerá, a partir das 14 horas, uma conferência com o tema “Margaridas seguem em Marcha por Desenvolvimento Sustentável com Democracia, Justiça, Autonomia, Igualdade e Liberdade”.

Para a diretora de mulheres da UNE, Bruna Rocha, a Marcha das Margaridas é uma agenda fundamental, pois dá centralidade à pauta de mulheres historicamente marginalizadas, mulheres campesinas, das águas e florestas. ‘’ Neste momento difícil que vivemos em nosso país, é imprescindível ter estas atrizes marchando em Brasília contra a direita golpista, contra o agronegócio, lutando por mais democracia e justiça social, e por um novo modelo de produção, sustentável, criativo e solidário, que não viole nossas vidas e nos inclua no desenvolvimento de nosso Brasil’’, destacou.

Bandeiras de luta

A pauta de reivindicações da Marcha das Margaridas, entregue para o Governo Federal e Congresso Nacional, é fruto de intensas jornadas com discussões coletivas realizadas pela Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag) e entidades parceiras no último ano em todos os estados do Brasil. O documento contém demandas específicas de cada região brasileira.

Nele surgem pontos como o repúdio a práticas de incitação à violência e ao ódio contra as mulheres, a luta contra o modelo excludente do agronegócio, o fim do patriarcado e sexismo, a democratização da comunicação e também a valorização das mulheres trabalhadoras rurais, que até recentemente não eram reconhecidas como sujeitos de direitos.

Segundo a representante da União Brasileira de Mulheres (UBM)  e ex-diretora da UNE, Maria das Neves, a defesa da democracia será uma das pautas centrais. ‘’ A onda conservadora e misógina em curso no Brasil  é nociva às mulheres e ao Estado Democrático de Direito. Somos contra os projetos retrógrados em tramitação no Congresso Nacional, como a redução da maioridade penal’’, enfatizou.

A Marcha das Margaridas é construída por diversos movimentos sociais, entre eles  a Contag,  a Articulação de Mulheres Brasileiras (AMB),  o Conselho Nacional das Populações Extrativistas (CNS), a  Confederação de Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), a Central Única dos Trabalhadores (CUT),  a Articulação Nacional de Agroecologia (GT Mulheres da Ana), o Movimento Articulado de Mulheres da Amazônia (MAMA), o Movimento Interestadual de Mulheres Quebradeiras de Coco Babaçu (MIQCB), a Marcha Mundial das Mulheres (MMM), o Movimento de Mulheres Trabalhadoras Rurais do Nordeste (MMTR-NE), a União Brasileira de Mulheres (UBM) e União Nacional de Cooperativas de Agricultura Familiar e Economia Solidária (UNICAFES).

Leia nota da diretoria de Mulheres da UNE convocando para a marcha:

Mulheres da UNE rumo à Marcha das Margaridas 

Nós, mulheres organizadas na União Nacional das e dos Estudantes, viemos declarar total apoio e disposição de construção de uma das mais importantes agendas da sociedade civil brasileira, sobretudo no que tange à vida das mulheres: a Marcha das Margaridas.

No próximo dia 12 de agosto, milhares de mulheres de todo o país, estarão reunidas em Brasília, para a caminhada contra a agenda conservadora em curso no Congresso Nacional, as crueldades do agronegócio e, sobretudo, em defesa da Justiça e da Democracia, contra o golpe e os ataques misóginos à presidenta Dilma Rousseff.

A despolitizada crítica ao mandato da Presidenta Dilma Rousseff, a partir de ofensas misóginas, da construção deuma narrativa violenta, que atinge o corpo e a imagem da Presidenta, também fazem parte desta rearticulação da Direita Brasileira, tão nociva para a democratização e avanços sociais em nosso país.

Desenvolvimento Sustentável com Democracia, Justiça, Autonomia, Igualdade e Liberdade

Historicamente, a Marcha das Margaridas garante o protagonismo da voz das mulheres do campo, das florestas e das águas, que lutam diariamente pela Soberania Alimentar, pelo direito à terra e ao território, contra os crimes latifundiários e a violência tão associada ao modelo de produção vigente.

Para além da permanente luta contra o machismo, a misoginia e a lesbofobia que enfrentamos, diariamente, acreditamos que nós, mulheres, somos especialmente afetadas pelos problemas postos na conjuntura atual e somos vítimas centrais da agenda conservadora em curso no Congresso Nacional.

Por isto, nós, mulheres estudantes da UNE, nos somamos a esta agenda pelo Desenvolvimento Sustentável, por mais Democracia, mais Direitos, por um novo modelo de desenvolvimento com cebtralidade Economia Solidária e Feminista, uma alternativa que humaniza as relações de trabalho e renda, que equilibra as cadeias produtivas, inclui setores marginalizados e incorpora a criatividade do povo brasileiro.

Diretoria de Mulheres da UNE 

Serviço

  • O que:5ª Marcha das Margaridas
    Quando:11 e 12 de agosto a partir das 14h
    Onde: Estádio Mané Garrincha e Congresso Nacional, em Brasília
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