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Solidariedade ao estudante Iago Gomes agredido pela Polícia baiana

05/08/2015 às 12:46, por Cristiane Tada.

A UNE através de nota manifesta solidariedade ao estudante Universidade Estadual de Feira de Santana que sofre perseguição política na pequena cidade onde mora, devido às suas críticas e sua militância local. A entidade maior que representa milhões de estudantes condena a violência policial e a intimidação que tenta calar a voz de Iago, e do movimento estudantil. Não passarão! Leia na íntegra:

Solidariedade ao estudante Iago Gomes, agredido pela Polícia Militar em Ipirá (Bahia)

Iago Gomes, 23 anos, é estudante de Filosofia na Universidade Estadual de Feira de Santana, e original de Ipirá, uma cidade pequena em que ainda imperam práticas coronelistas. Devido às críticas que realiza em seu blog contra os desmandos da política municipal, estadual e federal, Iago passou a ser ameaçado em sua cidade.

No dia 01/08, um sábado, poucas horas depois de um debate sobre Saúde Pública organizado pelo Coletivo Juntos, Iago foi abordado por uma batida policial na rua de sua casa. Além de a abordagem não ter qualquer procedimento – os policiais sequer fizeram qualquer alguma pergunta e já partiram para agressões com cassetetes – Iago foi intimidado por conta das posições políticas que defende. Sem qualquer acusação, foi colocado no camburão, onde os policiais procuraram intimidá-lo, afirmando que “amanhã você posta mais um dos seus textos críticos” e “se você gosta tanto de criticar a ditadura militar, você vai ver de perto”, claramente fazendo alusão ao seu ativismo.

Após ser acusado de “resistência à abordagem policial”, Iago procurou realizar o exame de corpo de delito em Feira de Santana. Para fazê-lo, dirigiu-se a uma delegacia de polícia, que se recusou a registrar o Boletim  de Ocorrência afirmando ser possível realizá-lo apenas em Ipirá. Resolveu então ir ao Ministério Público a fim de entrar com uma ação, porém chegando lá novamente recebeu a recusa em registrar uma queixa pelo fato de “não haver ameaça direta de morte”, sendo novamente orientado a retornar a Ipirá, onde foi intimidado, para fazer a queixa. Atualmente Iago procura assistência jurídica a fim de entrar com os procedimentos cabíveis junto a Corregedoria da Polícia e demais órgãos competentes.

Sabemos que o maior apoio possível é dar ampla visibilidade e amparar uma rede de solidariedade à situação de risco que Iago vive. Como ativo militante LGBT e do movimento estudantil, Iago precisa de todo apoio que for possível para que seu caso não seja mais um entre tantos de anônimos que são ameaçados por grupo políticos que têm braços no aparato repressivo do Estado.

União Nacional dos Estudantes 

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