Pular para o conteúdo Pular para o Mapa do Site

Notícias

Últimas Notícias

Seminário de Gestão da UNE debate defesa da Educação Pública e Gratuita

23/09/2017 às 18:14, por Cristiane Tada .


Guilherme Silva (Cuca da UNE)

Convidados subscrevem manifesto dos estudantes que será aprovado no domingo (24)

Uma grande força tarefa em defesa da educação pública foi formada nesta tarde de sábado (23) na sede das entidades estudantis em São Paulo.

Estudantes de várias partes do Brasil e representantes da ANDES, PROIFES, FASUBRA, ANDIFES, e o Diretor da Faculdade de Direito da UERJ, Ricardo Lodi Ribeiro realizaram um debate para reforçar mecanismos de luta em prol do maior direito dos estudantes brasileiros. A UNE propôs um manifesto que foi lido e após receber as contribuições dos presentes será aprovado neste domingo.

Para o professor Ricardo Lodi Ribeiro, a extinção da universidade carioca seria a ponta do iceberg no Brasil e por isso a luta na defesa da UERJ está umbilicalmente ligada a luta pela educação pública brasileira. “Seria a primeira peça do dominó que uma vez derrubada, levaria ao fim de todo o sistema de educação pública, gratuita, de excelência e referenciada socialmente”, afirmou. > Leia aqui a entrevista completa.

O secretário executivo da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior no Brasil (Andifes) Gustavo Balduíno, destacou que o momento de pressionar gestões junto a opinião pública, as comunidades universitárias, mas também perante o parlamento e os governos é agora.

“Precisamos que o governo reverta essa política de orçamento e que seja possível dar continuidade a expansão das universidades federais. Todo esforço de sensibilizar qualquer ator político relevante é válido no sentido de mostrar que o orçamento de 2018 tem que ser suficiente para que as universidades mantenham suas atividades com qualidade”, destacou.

Antonio Alves Neto, da Federação de Sindicatos dos Trabalhadores em Universidades Brasileiras (Fasubra) anunciou uma greve da entidade a partir da segunda quinzena de Outubro não só pelos acordos não cumpridos do governo Temer, mas pelo desmonte da universidade pública.

“ Temos que dialogar para além da universidade para conseguir apoios no enfrentamento a esse desmonte, precisamos dialogar com a população, com a juventude que está na universidade e com as pessoas que se utilizam da universidade pública nesse país”, destacou.

Luiz Acosta, do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior destacou como feliz a menção do manifesto a Reforma de Córdoba.

Para ele é necessário buscar nas nossas raízes da América Latina, o projeto de universidade que temos que defender: uma universidade apontada para os direitos dos trabalhadores. “ No processo da Reforma de Córdoba foi iniciada um projeto de universidade popular latino-americana e temos que voltar a essa fonte e atualizar esse projeto. Naquele momento os estudantes lutavam contra a oligarquia da terra, mas hoje temos outra oligarquia que temos que enfrentar que é a financeira”.

Reginaldo Soeiro, da Federação de Sindicatos de Professores e Professoras de Instituição Federais de Ensino Superior e de Ensino Básico Técnico e Tecnológico (Proifes) destacou a necessidade de defender uma educação inclusiva. “Defendemos uma educação pública, socialmente referenciada, laica e inclusiva, sem esquecer das pessoas com necessidades especiais”.

Pular para o Conteúdo Pular para o Topo