Pular para o conteúdo Pular para o Mapa do Site

Notícias

Últimas Notícias

UNE: Sem democracia, a educação não avança

12/04/2016 às 16:51, por Cristiane Tada e Bruno Bou. Foto: Cuca da UNE.

Ato no Palácio do Planalto a favor da educação dá a largada na semana em defesa da democracia

A juventude deu o tom de irreverência e alegria no Palácio do Planalto nesta terça-feira (12) no ato #‎EducaçãoPelaDemocracia em Brasília. O encontro marcou o início da ”Semana em Defesa da Educação e da Democracia”, que terá a participação de caravanas de estudantes de vários locais do Brasil. Os gritos de “não vai ter golpe, vai ter luta” ecoaram pelas rampas da sede do poder executivo do governo federal.

Além das entidades estudantis UNE, UBES e ANPG, representantes de todo o setor e entidades educacionais estavam presentes.

Em sua fala, a presidenta da UNE, Carina Vitral, explanou o esforço dos estudantes na construção dos mais de 100 comitês universitários que se espalham pelo Brasil contra o golpe judiciário-midiático que vem se instalando hoje no país.

Ela lembrou ainda do papel da UNE na história brasileira. E afirmou que hoje, diante os fatos, não podia ser diferente. “Estamos em estado de mobilização permanente em defesa da democracia”.

“Nós somos a UNE que lutou pelo Fora Collor, que fez o impeachment de um presidente da República. E, por isso, o STF nos reconheceu como autoridade no assunto na ação sobre o rito do impeachment. E os estudantes e a UNE sabem que pra ter impeachment precisa haver crime de responsabilidade, impeachment sem base legal é um golpe contra a democracia”, afirmou.

A UNE entregou uma Carta dos Estudantes Brasileiros em defesa da democracia e contra o golpe.

Carina ressaltou ainda que os estudantes querem muito mais.

“Nós derrotaremos o impeachment neste domingo porque sabemos que é só na democracia que o Brasil avança. E no dia seguinte nós continuaremos nas ruas porque nós não aceitaremos menos do que avançar, avançar e avançar. Hoje estamos na rua contra o impeachment, amanhã estaremos pelos 10% do PIB e pelo Plano Nacional de Educação”, disse.

Uma nova cara na educação brasileira

A estudante de Medicina Susane da Silva, prounista da Faculdade Santa Marcelina, fez um discurso emocionado em que agradeceu a presidenta por ter possibilitado que jovens como ela estivessem nesse espaço.

“Eu tô aqui como mulher, negra e periférica. Eu tinha tudo pra ser uma excelente babá, faxineira ou emprega doméstica. Isso estava marcado na minha história. Mas graças a essa nação educadora, aos setores que lutaram pela educação, eu vou ser médica”, discursou.

Susane tinha um cartaz que dizia “ A Casa Grande surta quando a senzala entra na Faculdade de Medicina” e respondeu aos racistas que a ameaçaram nas redes sociais, zombando se ela conseguiria entrar em algum hospital com o seu cabelo black.

“Queria dizer que eu não entro só no hospital não, eu entro no avião e eu entro no Palácio do Planalto”, desafiou.

Dilma lembrou da prioridade aos investimentos da educação nestes últimos 13 anos e exemplificou destacando as 18 novas universidades construídas e 173 campos universitários, 402 escolas técnicas federais, 4 milhões de jovens entrando nas universidades privadas graças ao ProUni e Fies, 9 milhões e 500 mil com o Pronatec.

E afirmou que “estamos dando consistência ao conceito de pátria educadora, ao acesso democrático à educação”.

A presidenta da República afirmou ainda que exemplos como o de Susane são motivo de orgulho para todos que lutaram pela democratização do ensino e sobretudo para todo o povo brasileiro. E que a tentativa de golpe é contra as universidades públicas, a educação pública gratuita, contra os programas que tornam a educação privada possível a todos que pleiteiam. Dilma ressaltou que a continuação desse projeto depende agora da soberania do voto popular.

“Lutaremos para que haja a continuação desses avanços que vem acontecendo, por isso Susane, receba a certeza que você vai entrar em todos os lugares que você quiser entrar”, afirmou.

Pular para o Conteúdo Pular para o Topo