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Sem assistência, desabrigados do prédio incendiado contam com voluntários

04/05/2018 às 17:46, por Cristiane Tada.

Barracas, uma cozinha improvisada, doações e lixo se misturam em frente a Igreja
Foto: Yuri Salvador

Acampamento improvisado no Largo Paissandu em SP precisa de ajuda na organização e limpeza

Depois de perder a casa no incêndio que derrubou o prédio Wilton Paes de Almeida, de 24 andares, localizado no Largo do Paissandu no dia 01 de Maio, a situação de abandono dos moradores sobreviventes que não tem para onde ir poderia ser pior se não fossem os voluntários que tem ajudado.

Em uma acampamento em frente a Igreja Nossa Senhora dos Pretos, barracas, uma cozinha improvisada, doações e lixo se misturam. As instalações temporárias não contam com banheiros e apenas alguns assistentes sociais da Prefeitura ajudam na organização e encaminham para o banho. Mesmo depois de três dias depois da tragédia a confusão e a falta de estrutura mínima para atender os desabrigados na maior cidade do país é impressionante.

No final da tarde de quinta-feira (03/5) encontramos os estudantes de Psicologia da FMU, Rafael Filizona, Débora e Tuane Vieira Alves chegando para se somar a força tarefa.

Estudantes de Psicologia da FMU vieram ajudar 

Viemos ver o que estavam precisando e o que a gente podia ajudar e espalhar lá na faculdade para ver se tem mais gente que vem pra cá. O pessoal tá falando que precisa mais de força braçal para poder ajudar na cozinha, na organização, porque doações estão tendo bastante”, explicou ele.

Tuane conta que os estudantes do segundo semestre do curso combinaram de trazer as arrecadações da faculdade para cá. “ Mas o pessoal da nossa sala comentou que veio aqui e estava bem bangunçado, então resolvemos vim para ajudar, não dá para deixar por isso mesmo”, afirmou.

E logo logo colocaram a mão na massa ajudando no preparo do jantar.

A voluntária Helena Nogueira é integrante da Marcha das Mulheres Negras e da Marcha Mundial das Mulheres e conta que tem vindo todos os dias. “Eu to em tudo, varrendo, ajudando na cozinha, no dia 01 cheguei aqui às 10h da manhã e tava um verdadeiro caos. Você vê na TV é uma coisa, mas quando você chega aqui e você sente na pele o que aconteceu realmente, o prédio saindo fumaça ainda, é muito triste. Eu quis vir ajudar porque meu coração dói, quando você vê as pessoas sofrendo, embora não tenha tantas condições, mas eu pensei vou lá ajudar, dar minha contribuição como ser humano”, contou.

Helena tem vindo ajudar os desabrigados desde o primeiro dia 

Ela afirma que conversou com muitos moradores desde a tragédia e que alguns afirmam o desaparecimento de mais de 40 pessoas.

De acordo com o Corpo de Bombeiros 146 famílias e 372 pessoas moravam no edifício. Esse número, no entanto, pode ser maior, já que a rotatividade do público era alta. Nesta sexta-feira (4/5) foi encontrado um corpo nos escombros que os bombeiros acreditam ser de Ricardo, conhecido como Tatuagem, morador que estava sendo resgatado no momento que o edifício veio abaixo. 

Bombeiros ainda trabalham nos escombros 

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