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São Paulo já tem 25 escolas ocupadas por estudantes

16/11/2015 às 18:31, por Cristiane Tada.

Ocupações tem objetivo de pressionar o governador Alckmin contra fechamento das instituições de ensino

Nesta segunda-feira (16) São Paulo amanheceu com mais de 25 escolas estaduais ocupadas por estudantes, professores e pais de alunos na capital e na região do ABC. O movimento #NãoFecheMinhaEscola começou após o governador Geraldo Alckmin (PSDB) anunciar uma “reorganização” que prevê o fechamento de pelo menos 93 escolas. A medida não levou em consideração a opinião da comunidade escolar e está gerando dificuldades para cerca de 311 mil estudantes que estão sendo obrigados a migrarem para outras escolas que já estão ficando superlotadas.

A presidenta recém-eleita da União Brasileira de Estudantes Secundaristas (UBES), a estudante paranaense Camila Lanes, explica que a ideia nos próximos dias é da entidade junto com a União Paulista de Estudantes Secundaristas (UPES) mobilizar ainda mais estudantes, fazer um Dia Nacional de Luta na próxima quinta-feira (19) e ampliar a rede de escolas ocupadas.

“Vamos fazer paralisações e somar a luta em várias escolas e programar um ato ainda maior mais próximo ao fim do ano”, adiantou.

Durante o 41º Congresso da União Brasileira de Estudantes Secundaristas, que terminou este domingo (15) em Brasília estudantes de todo o país se solidarizam à luta dos secundaristas paulistas contra o fechamento de escolas pelo governo Geraldo Alckmin. Eles aprovaram uma moção de repúdio a situação que afirma que “a transferência compulsória de milhares de estudantes, a superlotação das escolas, a instabilidade que a medida provoca no professorado paulista e o fechamento das escolas nada mais são do que os efeitos colaterais da privatização da rede de ensino paulista”, diz trecho do documento aprovada. Leia na íntegra: http://bit.ly/1Qqi1TX

A presidenta da UBES denuncia ainda que em algumas escolas estão sendo encerradas matrículas de alguns períodos escolares, como o sexto ano, por exemplo, o que indica que daqui uns anos não haverá mais a oferta desse período em várias instituições de ensino que ainda não foram ameaçadas abertamente de fechamento.

Camila foi uma das protagonistas da resistência que a sociedade paranaense manteve contra os abusos de outro governo tucano, de Beto Richa no Paraná. A cruzada contra os desmandos de Richa culminou no trágico 19 de abril quando educadores e estudantes foram massacrados por policiais em uma manifestação no Centro Cívico que protestava contra o sucateamento da educação no Estado.

“O Paraná provou ao Brasil e ao mundo que quando nos unimos conseguimos lutar contra posicionamentos que não nos representam. Assim como aconteceu lá queremos que aqui o sentimento seja de defender a educação como um todo, e não só apenas a sua escola. Para que mesmo os estudantes que não estão com sua escola ameaçada entendam que esta luta é de todos”, ressaltou.

Para a estudante é necessário um movimento nacional para impedir retrocessos na educação pública do país, porque assim como sofrem os estudantes do Paraná e São Paulo, sofrem os do Rio Grande do Sul e Goiás, por exemplo.

Primavera dos estudantes paulistas

Neste dia (16/11) completa uma semana em que a primeira unidade de ensino da Grande São Paulo foi ocupada. Na segunda-feira passada (9), estudantes da Escola Estadual Diadema, localizada no município de mesmo nome, no ABC paulista foram os primeiros a se organizar. Integrantes do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST) e professores do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo também tem apoiado a luta dos estudantes.

A atuação do governo tem mostrado o mesmo descaso e falta de diálogo de sempre. A PM tem agido com força desproporcional sobre os estudantes, e em sua maioria menores de idade. A tentativa de reintegração de posse das escolas também não funcionou até agora. O juiz Luis Felipe Ferrari Bedendi, da 5ª Vara de Fazenda Pública, suspendeu a ordem.

Com a pressão e a mobilização de milhares de pessoas o governador fez o seu primeiro recuo e e voltou atrás na decisão de fechar a Escola Estadual Augusto Melega, em Piracicaba, no interior de São Paulo.
Veja o mapa das ocupações aqui.

 

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