Pular para o conteúdo Pular para o Mapa do Site

Notícias

Últimas Notícias

#Retrospetiva2016, o ano “2 mil e ocupa tudo”

29/12/2016 às 9:15, por Cristiane Tada.


No ano em que fez 79 anos, UNE reafirmou seu protagonismo em defesa da democracia

Para a UNE, 2016 foi um ano de aglutinar forças. A necessidade trouxe a união dos movimentos, dos estudantes e secundaristas em todo o Brasil, dos movimentos sociais, do despontar da Cultura com um importante papel de resistência. “Não fechamos os olhos diante das manobras e das maldades, não descansamos um segundo diante do golpe que sequestrou os nossos direitos”, destaca a presidenta da UNE, Carina Vitral.

Assim como na ditadura militar, a UNE voltou a ser alvo e, com isso, aumentou sua voz em defesa da democracia e da educação pública, dos direitos de estudantes e trabalhadores. “Terminamos de pé, combatendo o bom combate. Lembramos que, afinal de contas, ainda somos capazes de muito mais”, afirma Carina.

Para lembrar os desafios de um dos anos mais difíceis da entidade que segue maior e mais forte para completar os seus 80 anos, o site da UNE preparou uma retrospectiva do ano “2 mil e ocupa tudo” em duas etapas. Confira abaixo a primeira parte:

Janeiro

O ano começou com o ‘tradicional’ reajuste de passagens e protestos de estudantes em todo o Brasil.

Em SP, vários atos terminaram com violência, assim como em várias cidades do país.

Na capital paulista, as entidades estudantis chegaram a propor um boicote.

Em defesa da educação pública, a UNE divulgou uma nota diante do projeto de autoria do senador Marcelo Crivella, que propunha o pagamento de anuidade na universidade pública por estudantes com renda familiar acima de 30 salários mínimos.

Fevereiro

Após muita pressão dos estudantes e professores, o Governo Federal cedeu e manteve o Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (Pibid).

Já no início do ano, os estudantes se posicionaram contra a nova partilha do Pré-Sal, que previa que a Petrobras deixaria de ser a operadora única da exploração do pré-sal, permitindo a atuação de empresas estrangeiras. O projeto posteriormente aprovado no final no ano vai ferir diretamente o investimento da Educação, no que se refere aos royalties garantidos para o setor, implicando também no descumprimento do Plano Nacional de Educação.

A diretoria plena da UNE se reuniu em São Paulo para definir sua pauta da mobilização. Os 86 diretores reunidos aprovaram uma grande mobilização rumo à capital federal no dia 31 de março.

Março

No mês de março, o 7º Encontro de Mulheres da UNE comemorou 13 anos de diretoria das mulheres da entidade, e reuniu mais de 2 mil estudantes que reafirmaram sua militância contra violência dentro das universidades bem como alinharam a luta pelo feminismo para garantir a democracia.

Carina Vitral no EME

A PRESIDENTA DA UNE CONVIDA A TODAS AO MAIOR EVENTO FEMINISTA DO BRASILCarina Vitral, Presidenta da União Nacional dos Estudantes esta manhã fez um discurso entusiasmado na UFF – Universidade Federal Fluminense, em atmosfera de militância, convidando a todas para o 7º EME da UNE e assim se unirem a esse momento histórico para as mulheres.Créditos: Rebeca Belchior e Fernanda Vicente / CUCA da UNE Sergio Bonelli – Edição #EMEdasmulheres#VemproEME#RespeitaAsMina

Posted by CUCA da UNE on Saturday, March 26, 2016

Durante este mês, os estudantes intensificaram suas ações na capital federal na mobilização contra o golpe. Eles realizaram uma blitz no Congresso Nacional, visitando gabinete por gabinete, para conversar com cada parlamentar e apresentar os motivos que a juventude não apoiou o impeachment sem base legal. Foi entregue uma carta ao presidente do Senado, Renan Calheiros.

A Jornada em defesa da democracia aconteceu em várias cidades brasileiras, e em Brasília reuniu caravanas de estudantes de várias regiões no estádio Mané Garrincha.

Na sociedade civil organizada a luta contra o golpe foi intensificada com a adesão de defensores públicos, juristas, artistas, escritores, intelectuais e reitores que divulgaram publicamente sua defesa pela democracia.

Durante o mês houveram mobilizações estudantis em todo o Brasil.

Em instituições de ensino de todo o país vários comitês foram formados para realizar atividades em defesa da democracia e contra o impeachment.

Abril

Em abril, as ações se radicalizaram ainda mais. Houve um dia nacional de paralisação de universidades contra o golpe em 18 Estados.

Ocupações de escolas no Rio de Janeiro também começaram a incendiar um movimento que só iria crescer.

Novamente na capital federal foi palco de uma série de ações. Mais de 60 entidades acampadas no Mané Garrincha receberam o ex-presidente Lula na mobilização contra o impeachment de Dilma Rousseff.


A UNE mobilizou ainda uma campanha que recebeu doações para financiar caravanas de estudantes diversos estados para acampar em Brasília como forma de resistência democrática contra o impeachment às vésperas da votação do Congresso Nacional.

As entidades estudantis UNE, UBES e ANPG, bem como representantes da área da Educação participaram da Semana em Defesa da Educação e da Democracia junto com a presidenta Dilma Rousseff.

A presidenta da UNE, Carina Vitral, protocolou uma ação popular com pedido de liminar na Justiça Federal para que o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha fosse afastado imediatamente de suas funções e a revogação de suas ações na presidência da casa relativas ao recebimento do pedido de impeachment de Dilma Rousseff.

Abril também foi um mês de referência contra a violência nas universidades públicas. As estudantes da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) indignadas com os casos de abusos na instituição e em Seropédica, na Baixada Fluminense, onde fica o campus, pararam a universidade e chamaram a atenção da reitoria e da mídia.

Nas universidades Brasil afora os comitês se intensificaram.

Maio

O Dia do Trabalhador foi de luta contra a retirada de direitos em São Paulo em todo o Brasil.

Dia 11 de maio de 2016 foi um dia nefasto para a história. Foi quando foi determinado pelo Senado Federal o afastamento da presidenta da República legitimamente eleita Dilma Rousseff e a posse do presidente interino Michel Temer.

Assim que assumiu a presidência da República a Educação foi um dos principais alvos de Michel Temer. Uma das primeiras ações anunciadas foi a suspensão de novas vagas no Prouni, Pronatec e Fies. A UNE exigiu não apenas a manutenção, mas a ampliação dos programas.

A UNE alertou desde o início as ameaças do programa que previa a redução do papel do Estado na educação brasileira, e a desobrigação de repasse de verbas, abrindo espaço para o sucateamento e a privatização.

A violência contra a mulher voltou a ser o motivo da mobilização de estudantes que gravaram depoimentos em vídeo logo após o caso de violência contra uma menina de 16 anos ter sido denunciado nas redes sociais.

Artistas, intelectuais e produtores culturais deram uma “aula” de resistência contra a extinção do Ministério da Cultura no movimento #OcupaMinc. Tudo começou com a ocupação da Fundação Nacional de Artes (Funarte) no Rio de Janeiro até que o presidente golpista Michel Temer recuasse da decisão de extinguir a pasta, iniciativa esta que havia sido anunciada no dia de sua posse – o trágico 12 de maio. Depois disso o movimento se espalhou por 27 cidades com a mesma proposta: só sair com a queda do golpista.

 

 

Junho

O mês começou com milhares de mulheres de todas as idades saíram as ruas no ato Por todas elas em todos os Estados no Brasil em solidariedade a menor carioca estuprada por 33 homens. Elas pediam basta à violência, e também não esqueceram dos representantes políticos inimigos das mulheres.

O desmonte do setor da Educação por parte do governo continuou e a UNE manifestou sua preocupação com a grave intervenção em uma das principais esferas para discussão democrática das políticas nacionais do setor, o Conselho Nacional de Educação.

A tentativa de fusão da Kroton, maior empresa de educação superior privada do país, com a Estácio, segunda maior do setor, mostrou como o educação superior é tratada como mercadoria pelos tubarões de ensino.

Segunda edição do Encontro LGBT da UNE reuniu mais de 600 estudantes e exaltou a pluralidade, direitos e identidade.

Estudantes beneficiários do programa falam sobre sua importância durante a 1ª Conferência Nacional do Prouni, em São Paulo.

Manifestações pedindo Fora Temer na Av. Paulista e em todo o país movimentaram também o mês de Junho.

Pular para o Conteúdo Pular para o Topo