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Retrospectiva: Dois anos de lutas pela democracia e pela educação

15/05/2017 às 13:21, por Cristiane Tada.

Site da UNE começa a relembrar principais momentos da atuação do estudantes na conturbada conjuntura política e econômica que esta gestão englobou

Foram dois anos de batalhas diárias, lutas árduas contra a retirada de direitos, união com os movimentos sociais brasileiros e principalmente muita rua. A gestão 2015/2017 da União Nacional dos Estudantes termina no próximo mês com a realização do 55º Congresso da UNE, de 14 e 18 de Junho, em Belo Horizonte (MG), e o site na UNE inicia hoje uma jornada para lembrar dos principais momentos da geração que lutou contra o golpe institucional na nossa democracia e que mostrou que o movimento estudantil está mais vivo do que nunca.

mulheres na presidência = Pluralidade na UNE

O 54º Congresso da União Nacional dos Estudantes, realizado em Goiânia (GO) de 3 a 7 de Junho de 2015 elegeu a paulista Carina Vitral, estudante de Economia da PUC-SP, como nova presidenta da entidade. Natural de Santos (SP), aos 26 anos de idade Carina Vitral havia sido presidenta da União Estadual dos Estudantes de São Paulo (UEE-SP) nos dois anos anteriores e esteve à frente da juventude na conquista do passe livre estudantil nos transportes do Estado. Ela defendia entre outras coisas a luta da UNE pela regulamentação do ensino superior privado e a inclusão dos jovens na política.

“O nosso Congresso Nacional é essencialmente composto por homens brancos, velhos, heterossexuais e ricos. Isso precisa mudar, o povo brasileiro é diverso”, disse na época a recém-eleita presidenta da UNE, Carina Vitral.

 

 

Foi a primeira vez que os cargos da presidência e também da vice-presidência foram ocupados por mulheres. Ao lado de Carina foi eleita a estudante Moara Correa Saboia, 25 anos, estudante de Engenharia Civil da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) .

“A gestão 2015-2017 é a que faz pela primeira vez uma sucessão entre mulheres, tem uma transexual na diretoria, além de pela segunda vez na história, e a primeira depois da redemocratização, uma vice mulher negra, que assumiu a presidência da entidade, o que conecta a UNE com a luta do povo negro que agora acessa as universidades. A UNE está cada vez mais diversa, mais conectada com a juventude brasileira e preparada para encarar os desafios da nossa geração”, falou Moara Correa Saboia, eleita Vice-presidenta da UNE.

Maioridade Penal e Comissão da Verdade da UNE

Durante o 54º Congresso da UNE  foram realizados mais de 50 debates na Universidade Federal de Goiás (UFG), na PUC-GO e na Praça Universitária, atos públicos, atividades culturais e uma passeata pelas ruas da capital goiana contra os cortes na educação.

A UNE lançou ainda o relatório da sua Comissão da Verdade, um estudo de dois anos realizado por pesquisadores sobre a violência da ditadura militar contra estudantes, entre eles o ex-presidente da entidade Honestino Guimarães, natural de Goiás.

> Leia a revista-relatório lançada durante o Congresso:

 

 

Uma das principais discussões do maior encontro do movimento estudantil da América Latina girou em torno do tema da redução da maioridade penal. Os milhares de estudantes presentes se mostraram veementemente contrários à proposta. Um ato de repúdio ocorreu durante a plenária final, quando o bandeirão “Redução é roubada” circulou em todo o ginásio Goiânia Arena. Os estudantes brasileiros sairiam dali mobilizados rumo a Brasília para barrar o avanço do projeto no Congresso Nacional.  Mas este é o tema para a próxima matéria que será publicada aqui no site, quando vamos mostrar as primeiras lutas desta gestão.

> Assista abaixo o vídeo do bandeirão contra a redução:

 

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