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Retrospectiva 2015/2017: a luta contra as “deformas” de Temer

06/06/2017 às 16:19, por Cristiane Tada.


Estudantes e trabalhadores se uniram contra as reformas da Previdência e Trabalhista

As reformas da Previdência e Trabalhista propostas por Temer só poderiam refletir um governo golpista: interesses privatistas e com urgência no desmontar a Previdência bem como acabar com conquistas e direitos históricos dos trabalhadores. Diante ameaças tão graves a uma geração inteira, durante este gestão a UNE tomou a dianteira na luta contras as “deformas”.

Pelo texto da PEC que quer mudar as regras da aposentadoria em trâmite no Congresso para obter o direito integral será preciso ter 65 anos de idade e 49 anos de contribuição. Com isso, os jovens terão de pagar a previdência desde os 16 anos, idade em que eles ainda são estudantes. “É uma estratégia para acabar com a aposentadoria pública e fomentar a previdência privada. Querem acabar com o nosso presente e com a nossa possibilidade de futuro”, afirmou a presidenta da UNE, Carina Vitral. Além disso, a proposta despreza diferenciais de gênero, raça e desigualdades regionais, o que pode inviabilizar a aposentadoria dos brasileiros mais pobres.

As centrais sindicais organizaram atos em todo o Brasil. Unidos, trabalhadores e estudantes encabeçaram uma greve geral que parou o país no dia 28 de abril de 2017, e entrou para a história como a maior paralisação desde 1989, quando mais de 35 milhões de trabalhadores cruzaram os braços.

Nas universidades, assembleias, “trancaços”, aulas públicas, debates, panfletagens e passagens em sala de aula alertaram sobre os retrocessos radicais que o governo ilegítimo tenta impor sobre a vida de sete em cada 10 brasileiros.

A mobilização repercutiu e conscientizou boa parte da sociedade. Indiferentes a vontade popular a Câmara dos Deputados aprovou a Reforma Trabalhista em Abril. No mesmo mês Michel Temer sancionou o Projeto de Lei que libera a terceirização em todas as atividades empresariais, medida que trará redução de salários e ainda mais desigualdade.

Já a da Previdência não deve avançar devido ao enfraquecimento político de Temer cada vez maior deste as delações da JBS. A luta segue por Diretas Já, contra o fim da aposentadoria!

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