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Resolução de Conjuntura do 65º CONEG da UNE

22/03/2017 às 16:52, por Renata Bars.


Confira o documento sobre a resolução de conjuntura aprovado durante o 65º Coneg

A Resolução de Conjuntura aprovada na plenária final do 65º Coneg da UNE afirma que a força das ruas respondeu aos ataques golpistas, relembrando as recentes lutas dos dias 8 e 15 de março, com a força das mulheres nas ruas e, posteriormente, dos trabalhadores e trabalhadoras de todo país contra as reformas da previdência e trabalhista propostas pelo governo ilegítimo de Michel Temer. Confira:

Resolução de Conjuntura do 65º CONEG da UNE

“[…]
Faço parte dessa gente
Que pensa que a rua
É a principal parte da cidade”.
Paulo Leminski


As ruas respondem aos ataques. No último dia 15, paramos o Brasil, ao lado de milhões de trabalhadores/as na construção da Greve Geral, contra a reforma da previdência e contra o assalto do nosso futuro. O nosso grito ecoou em todos os cantos, das pequenas cidades até as grandes capitais, provando a força dos/as brasileiros/as na defesa do que é seu por direito. No 8 de março, dia internacional das mulheres, a primavera da luta feminista floresceu, mais uma vez, na defesa dos nossos direitos, as mulheres fazem história sendo protagonistas.

Somos uma geração de jovens que ocupa as ruas e traz a esperança como o motor para as batalhas tão árduas que a luta política impõe. As mãos erguidas na capital do país, no dia 29 de novembro de 2016, inauguraram uma nova fase da luta, a construção da resistência contra a retirada de direitos, e os graves ferimentos causados na democracia brasileira.

Aqueles que articularam o golpe – mídia, judiciário, legislativo – querem também, destruir os nossos sonhos. O projeto neoliberal, articulado com um processo internacional de desestabilização de governos em toda América Latina, segue em um ritmo acelerado, imposto pela sede da retirada dos direitos do povo e desmonte do Estado.
As contrarreformas propostas pelo governo ilegítimo, liderado por Temer: reforma da previdência, trabalhista, do ensino médio e política, contrapõe as vozes das ruas que clamam por mais direitos, e atingem diretamente as mulheres, os negros e a juventude. Queremos um modelo eleitoral e político mais democrático e representativo, sem que as regras do jogo sejam ditadas pelo poder econômico, e, sim pelo povo.

É hora de pensar nos sujeitos históricos que foram prioridade nas políticas públicas implementadas nos últimos anos. É fundamental conseguir produzir novas forças, conectadas com a dinâmica da juventude – a maioria da população brasileira – e que se articule decisivamente com as identidades e as posições estruturais de classe, raça, gênero e sexualidade na sociedade brasileira.


Os golpistas querem colocar as mãos nos maiores patrimônios do povo brasileiro. Perdemos a exclusividade da Petrobras na operação do pré-sal e isso significa menos desenvolvimento econômico e tecnológico, e ameaça a nossa soberania nacional.

Dentre outros retrocessos, podemos destacar: a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição 95\16 (antiga PEC 55), que limita os gastos públicos e ameaça profundamente a execução do orçamento da educação e saúde; a aprovação da Medida Provisória 746\16, que foi construída de forma autoritária e vai reformular o ensino médio, retira conteúdos e prejudica as licenciaturas; e a proposta da reforma da previdência, que altera o direito à aposentadoria e aumenta de forma abusiva o tempo de serviço dos trabalhadores – e sobretudo das trabalhadoras, somos contra o projeto apresentado integralmente.

O clima de desestabilização da política e da economia faz o desemprego aumentar no Brasil. Em 2016, segundo o IBGE, fechou-se o ano com 12,1 milhões de brasileiros desempregados, taxa preocupante para a retomada do crescimento nacional e para a juventude que luta por um futuro.

De braços dados com os trabalhadores seguiremos em luta, colocando a democracia como bem precioso para o Brasil, contra a criminalização dos movimentos sociais, da esquerda brasileira e lutando para que a eleição direta permita que o povo decida sobre os rumos do nosso país.

São Paulo, 19 de Março de 2017.

 

> Baixe aqui a Resolução de Conjuntura aprovada no 65º CONEG da UNE.

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