Pular para o conteúdo Pular para o Mapa do Site

Notícias

Últimas Notícias

Reitor da UFRJ ameaça fechar Instituto Politécnico

20/10/2015 às 14:18, por Da Redação.

Sem aulas regulares há três meses, Leher se nega a realizar pagamento de bolsas em atraso

Há cerca de 6 meses, estudantes, pais e professores estão em luta para impedir o fechamento do Instituto Politécnico da Universidade Federal do Rio de Janeiro, em Cabo Frio (IPCF-UFRJ).  A instituição está há quase três meses sem aulas regulares, com atraso nas bolsas dos docentes e até mesmo falta de alimentação.

Reconhecido como projeto inovador na área de educação profissionalizante, o Instituto foi criado em 2008 pelo Núcleo Interdisciplinar UFRJ-Mar como um projeto de extensão para residência dos professores da universidade. No entanto, há seis meses, a reitoria da UFRJ, liderada pelo professor Roberto Leher, suspendeu o pagamento das bolsas dos residentes docentes, encerrando o repasse de recursos e impedindo que a instituição mantenha seu funcionamento.

Uma série de manifestações tem acontecido contra a alegação da reitoria de não reconhecer os estudantes do ensino médio integrado como alunos da UFRJ. Os universitários criticam a postura da reitoria, visto que os próprios professores do IPCF são docentes da universidade em residência por meio do Programa de Qualificação de Professores em Educação e Trabalho.

Nota da UNE

Instituto Politécnico da UFRJ em Cabo Frio está sob ameaça de fechar. Criado em 2008 em parceria com o Núcleo Interdisciplinar para o Desenvolvimento Social (NIDES-UFRJ) e com o projeto de extensão UFRJ-Mar, os professores do instituto têm um atraso de mais de 6 meses no pagamento de suas bolsas e os mais de 150 estudantes encontram-se sem aulas regulares há mais de 3 meses.

A reitoria da UFRJ (Roberto Leher) alega que o instituto não tem vinculação com a universidade e defende o corte das bolsas e dos transportes para os estudantes e docentes. A comunidade acadêmica do colégio, entre residentes docentes, estudantes e pais, tem se esforçado para garantir uma reunião com a reitoria e apresentar suas demandas e esclarecer todas as dúvidas acerca do Instituto afim de regularizá-lo.

“Quando foi fundada, a escola contava com um convênio entre a UFRJ, a prefeitura e do governo do Estado, mas em 2011, houve um rompimento e a reitoria se comprometeu em manter o projeto em funcionamento. Hoje, enfrentamos uma luta política. O reitor entrou em contradição dizendo que não reconhece a existência d​o instituto e que só pagaria com ação judicial. Há relatos de estudantes que tentaram o diálogo, mas ele não deu ouvidos”, conta o coordenador do grêmio estudantil do instituto, Caio Sad.

O instituto funcionava por meio de projetos interdisciplinares, sem aulas convencionais e com orientação pedagógica da UFRJ. A escola foi a melhor colocada na cidade de Cabo Frio no ENEM 2013.

A UNE estará atenta a todas as movimentações para garantir que, para além das disputas políticas dentro da universidade,  a UFRJ se comprometa com a continuidade do projeto inovador na educação em nosso país.

 

 

Pular para o Conteúdo Pular para o Topo