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Reinvenção feita! Bienal da UNE mostrou que cultura universitária tem voz

03/02/2017 às 16:54, por Cristiane Tada.


Culturata carnavalesca fechou o maior festival estudantil da América Latina

Foi num clima de muita festa e dever cumprido que se encerrou a 10º Bienal da UNE em Fortaleza, no Ceará, nesta quarta-feira (1). A última atividade do maior festival estudantil da América Latina, a Culturata, uma passeata festiva e carnavalesca arrastou milhares de estudantes do Dragão do Mar até a estátua de Iracema, no Aterro da Praia.

A presidenta da UNE, Carina Vitral, agradeceu o Ceará e lembrou das dificuldades na realização do evento, que resistiu ao governo golpista.

“Foi com pouco dinheiro, mas muita cultura, foi com pouca estrutura, mas muita beleza que nós realizamos essa bienal aqui em Fortaleza. Eu queria agradecer também em nome dos estudantes a população de Fortaleza que nos acolheu, mostrando o amor e a raça do povo nordestino”, destacou.

Como a Bienal da UNE não poderia despedir-se de Fortaleza sem envolver a cultura local, quem animou o cortejo foram Os Transacionais, Dona Zefinha e o Maracatu Solar que fez uma saudação especial a Yemanjá, aos pés da estátua de Iracema.

Carnaval engajado

Fantasiados os purpurinados estudantes carnavalizaram e puxaram vários “Fora Temer” durante o percurso.

A estudante de Artes Cênicas de Petrópolis (RJ), Milena Nicolai, contou que essa foi sua primeira bienal e nem os perrengues tiraram a animação da caravana fluminense.

Ela veio com o pessoal de direito da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) que saiu da capital carioca. Depois de um dia e meio de viagem, faltando apenas 4h para chegar em Fortaleza o ônibus quebrou num posto da beira da estrada. “Pegamos uma carona com um ônibus da Bahia e de SP até chegar aqui no Dragão”, conta.

E afirmou: “Foi uma experiência única, acho que todo mundo tem que vir para uma Bienal. Eu não faço parte de nenhum coletivo político, mas eu acredito muito que cada um tem seu espaço, e eu transito entre todos através da arte”. Ela destacou a programação de artes cênicas e o show da paraense Gaby Amarantos entre seus momentos prediletos.

Já a estudante de Arquitetura da Universidade Federal do Piauí (UFPI), Viviane Amorim, destacou a participação das pessoas e a diversidade. “ As pessoas não estavam aqui só pra ver coisas, mas realmente para participar, vi isso nas oficinas e nos grupos de discussão sempre com muita interação de gente de vários locais”.

Para ela trazer um evento assim aqui para o Nordeste foi uma reinvenção da UNE. “ Acho que é uma forma de dar mais acesso a cultura dos estudantes e também para a comunidade geral daqui com as pessoas vendo que está sendo produzido nacionalmente”.

O estudante de Geografia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Guilherme Henrique Vieira Marques, se apresentou na Mostra Selecionada de Música com um rap. “Achei muito massa, a recepção da galera foi foda. Só achei ruim porque tivemos só 15 minutos para cantar, isso foi treta”.

Para ele debate sobre a cultura aconteceu e a diversidade foi marcante. “Mas acho que faltou um debate mais aprofundado e não apenas mostras”, ressaltou.

Já amigos da Universidade Estadual do Mato Grosso do Sul (UEMS): Daniel dos Santos Melo (Letras), Cristina Andrade (Engenharia Química) e Zé Roberto de Oliveira (engenharia florestal) destacaram o Lado C e os shows.

“Conhecemos algumas partes da cidade mais marginais que normalmente não conheceríamos, isso foi legal”, falou Daniel. Para Cristina o empoderamento de Gaby Amarantos foi o que a marcou. “Acho que Centro-Oeste e o Norte tem meninas muito empoderadas que tem que estar participando mais ativamente do movimento estudantil. No MS temos um movimento feminista e LGBT bem ativo, indígena e negros e foi muito bom a gente poder ver isso aqui”.

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