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Reinvenção do sertão é tema de debate na Bienal da UNE

31/01/2017 às 14:04, por Renata Bars.


Convidados expuseram seus olhares e experiências sobre a vida e cultura sertaneja

Na manhã da última segunda (30), a Feira da Reinvenção da 10ª Bienal da UNE, no Centro Dragão do Mar de Cultura e Arte, em Fortaleza, trouxe para o centro do debate a transformação do povo brasileiro com olhar voltado para o sertão.

Participaram da mesa o presidente do Instituto Dragão do Mar, Paulo Linhares, o poeta e escrito Pedro Laurentino, o superintendente do Centro de Artes da Universidade Federal Fluminense (UFF), Leonardo Guelman e a representante da Marcha Mundial das Mulheres, Conceição Dantas.

Leonardo Guelman lembrou que o sertão não é apenas uma paisagem, mas sim a representação de um povo, de um território genuinamente brasileiro. ‘’ Pensar o sertão é pensar um Brasil constantemente negado e marginalizado. É reconhecer a importância de apostar nas potências locais e formações identitárias, reconhecendo a pluralidade e diversidade desse país’’, falou.

A vida no isolamento silencioso do semiárido, o enfrentamento à seca, a criação de gado, os cordéis e a culinária permearam as falas dos convidados, que ressaltaram a força do povo sertanejo em se reinventar em meio a um clima completamente desfavorável.

‘’Há vinte anos nós tínhamos milhares de mortos por causa da seca. A vida era dificílima. Contudo, o povo abraçou sua terra e viu que era sim possível viver no semiárido, ora, os americanos não vivem no gelo do Alasca? A capacidade de acreditar em si mesmos e lutar pela criação de açudes, pela construção de estradas, de cobrar políticas públicas efetivas, fez com que a vida do sertanejo fosse melhorada e hoje nós temos como afirmar que eles resistiram e resistem ainda’’, falou a representante da Marcha Mundial de Mulheres.

Dualidade no sertão e cultura na Bienal

Paulo Linhares lembrou que a relação entre o mar e o sertão fundaram a cultura do povo cearense.  ‘’O sertão do Ceará é colonial, enquanto a capital, Fortaleza, é uma cidade razoavelmente nova, de arquitetura eclética, o que cria essa dicotomia interessante entre a cultura do litoral e do semiárido’’, disse.

Paulo ressaltou que a cultura em todos os âmbitos, seja no sertão ou no litoral, pode ser um fator de transformação social. ‘’Esse evento é prova disso. É um momento de pensamento, de sociabilidade, essa diversidade de jovens é a base do que o Dragão do Mar pensa. É a possibilidade de viver em conjunto e ter ações conjuntas. Fiquei feliz em participar dessa conversa’’, ressaltou.

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