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Manifestações em SP: “Cada vez mais a adesão aumenta”

15/10/2015 às 17:11, por Redação UBES.

Em entrevista, o presidente do grêmio do colégio Caetano de Campos fala sobre a crise na educação do estado de São Paulo

O site da UBES entrevistou nesta terça-feira (13), durante a 1ª Assembleia dos Estudantes Secundaristas do estado, o presidente do grêmio do colégio Caetano de Campos, Bryan Aftimus, de 19 anos. O jovem que liderou o primeiro protesto contra a ameaça da reorganização das escolas fala sobre o que está em jogo e o papel dos secundaristas. Confira a entrevista:

UBES: No dia 6 de outubro vocês realizaram o primeiro ato contra o decreto de reorganização que ameaça fechar 127 escolas. Como essa modificação irá impactar a realidade dos estudantes?

BRYAN AFTIMUS: O projeto impactará drasticamente por diversos fatores, desde os alunos até os pais que sofrerão com deslocamento para levar seus filhos às escolas, assim como é um processo desgastante para quem estuda no noturno. Isso interfere também na vontade do estudante, ninguém mais fala em realizar a mostra cultural da escola, estão desanimados porque sabem que acabando um ciclo já não estaremos mais lá.

U: A juventude paulistana tem dado seu recado. Há uma unidade nessa luta?

B.A: Já estávamos organizados internamente no colégio, nos unimos a outras escolas da região quando fizemos o primeiro protesto que parou a Avenida Paulista. Cada vez mais a adesão aumenta, percebemos que juntos é mais fácil que nos escutem. Temos escolas referências como a Caetano de Campos e a Américo Brasiliense, que tem se unido às escolas de outras regiões em passeatas cada vez mais fortes e conscientes ocupando as ruas.

U: Os professores têm marchado ao lado dos estudantes?

B.A: Sem dúvidas. No Caetano de Campos, mesmo a dirigente de ensino ameaçando corte de salários, temos apoio de 70% dos professores. Todos nós sabemos que sozinhos as manifestações não tem força e todos nós seremos prejudicados. Sabemos que sozinhos não temos a mesma força e que todos seremos prejudicados.

U: Além de ignorar as manifestações, o governador Geraldo Alckmin aparece em vídeo ironicamente se negando a responder o questionamento dos estudantes. Como os secundaristas pensam reagir à essa postura?

B.A: Junto com os grêmios estamos bolando o que chamamos de “golpe final”. Para não gerar desgaste queremos dar evolução às manifestações, realizando um grande ato unificado que aconteça em simultaneamente em todo o estado em pontos estratégicos. Esse será o meio de acabar com o abafamento que a mídia tem feito, não terão como esconder e deverão se posicionar.

Para saber mais, acesse aqui e veja mais informações sobre o ato do dia 15 e a convocação da marcha unificada no próximo dia 20 (terça-feira).

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