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1º Ato Estadual contra o fechamento das escolas reúne 5 mil em SP

21/10/2015 às 17:20, por Redação Ubes.

Estudantes, pais e professores de todo estado se mobilizaram contra a reorganização imposta pelo governo

Para pressionar o governador Geraldo Alckmin (PSDB) e o secretário de Educação, Herman Voorwald, a retrocederem na medida de reorganização de ciclos escolares que ameaça fechar mais de 172 escolas em 2016, estudantes, pais e professores tomaram as ruas de São Paulo nesta terça-feira (20).

O ato realizado pela União Paulista dos Estudantes Secundaristas (UPES) juntamente com o Sindicato dos Professores (Apeoesp) reuniu lideranças estudantis de grêmios, UBES, UEE, UMES, UNE, CNTE, Conselho Municipal da Criança e do Adolescente de São Paulo (CMDCA), CTB, CUT, MTST, União Brasileira de Mulheres (UBM), e demais movimentos de juventude.

A passeata iniciada por volta das 15hs, na Praça da República, em frente à Secretaria de Educação, percorreu as ruas do centro da capital da capital e foi encerrada na Praça da Sé. “Ocupamos as ruas para denunciar o extermínio da educação pública paulista e seguiremos em luta contra esse projeto golpista”, fala a presidenta da UPES, Angela Meyer.

Uma secundarista do interior de São Paulo conta que pegou a estrada logo cedo para participar do ato. “Viemos de Penápólis, enfrentamos sete horas de viagem para estar aqui e denunciar esse projeto que não é pedagógico, é puramente econômico e nós não o aceitaremos”, conta.

A presidenta da UNE, Carina Vitral, desmascara a estratégia do governo. “É uma tentativa de impor um projeto de privatização da educação como foi feito com a água e com a saúde. Não vão nos enganar”, disse.

Com a mesma opinião, uma secundarista do interior de São Paulo conta que pegou a estrada logo cedo para participar do ato. “Viemos de Penápólis, enfrentamos sete horas de viagem para estar aqui e denunciar esse projeto que não é pedagógico, é puramente econômico e nós não o aceitaremos”, conta.

LUTA UNIFICADA

Com a palavra de ordem “Quem não pode com a formiga não atiça o formigueiro”, os manifestantes relembraram as mobilizações que tem parado escolas em diversas cidades.

“Não tem arrego! Pais e estudantes sem-teto somam nessa luta e a cada escola que fechar nós iremos ocupar, porque o que precisamos é de educação de qualidade”, afirma a coordenadora estadual do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST), Natalia Szermeta.

A presidenta da União Brasileira de Mulheres (UBM) de São Paulo e mãe de estudante, Claudia Rodrigues, fala a participação de toda comunidade escolar. “Essa é a verdadeira manifestação das mães que defendem educação pública de qualidade para os seus filhos. Vamos continuar!”, diz.

NOVOS ATOS

A Apeoesp convocou para o próximo dia 29 de outubro (quinta-feira), ato unificado no vão do Masp, na Avenida Paulista, às 17h. O “Grito em Defesa da Escola Pública de Qualidade no Estado de São Paulo” será realizada com apoio de outras categorias profissionais, como bancários, metalúrgicos e químicos, e de movimentos sociais do campo e da cidade.

“Vamos lotar as ruas, é essa a resposta que daremos. Faremos resistência”, comentou a presidenta do sindicato, Maria Izabel Azevedo Noronha.

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