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Quem entrou quer ficar

28/07/2018 às 17:53, por Da Redação Foto: Daline Ribeiro.


3º Encontro LGBT debate assistência estudantil para emancipação de todos, todas e todes

Apesar do dia cheio de atividades, a mesa sobre Assistência Estudantil lotou o auditório da Uneb na manhã deste sábado (28), neste segundo dia do Encontro LGBT da UNE. A luta pela permanência de pessoas LGBTs na universidade permeou todo o debate que recebeu convidados especiais.

Amélia Maraux, pró-reitora de ações afirmativas da Uneb, falou sobre a importância da implementação de cotas para trans, travestis, pessoas no espectro autistas e ciganos, anunciada pela instituição na última semana.

”A imprensa entra em contato conosco para saber a quantidade de trans, travestis e demais que estão aptos a preencher esse 5% de cotas e eu digo que nós não trabalhamos com quantitativo, mas com reconhecimento histórico social e político da existência dessa população e da necessidade de que essa população seja de fato incluída”, falou.

O debate contou com a presença da estudante de Relações Públicas e residente da Casa Estudantil da Uneb Michele Menezes. Vinda do interior da Bahia para Salvador, Michele contou sobre suas dificuldades financeiras para frequentar a universidade.

”É um desafio se manter, quando cheguei na cidade grande não conhecia ninguém, tinha dias que minhas amigas faziam vaquinha para pagar a minha passagem até a universidade, até que consegui a bolsa e a residência. Mas não foi fácil, foi com muita luta e por isso entrei no movimento estudantil. Minha intenção sempre foi ajudar aqueles e aquelas que não sabem dos seus direitos”, disse.

VULNERABILIDADE

Foi consenso entre os convidados que a população LGBT é a que mais sofre com a falta de políticas de permanência.

Mateus Silva, do Movimento Enegrecer, foi expulso de casa quando assumiu sua sexualidade e esperava ter abrigo na universidade.

”Precisamos de políticas públicas que abarquem as vulnerabilidades que nós sofremos como pessoas LGBTs. A gente precisa de mais inclusão na educação, na segurança, no transporte e tudo isso contribui para a nossa permanência na universidade”, avaliou.

Michelle Menezes destacou o diálogo entre o tema do Encontro ”Nossas Vidas Importam” e a assistência estudantil.

”O tema combina perfeitamente com assistência estudantil porque se não tiver assistência como vamos sobreviver na universidade? Nossas vida importam”, enfatizou.

PAUTA DA UNE

Airton Silva, diretor de extensão da UNE lembrou a luta da entidade acerca da assistência estudantil.

No último Conselho Nacional de Entidades Gerais (Coneg) realizado de 20 a 22 de julho na capital paulista, a UNE apontou em sua resolução de educação o aumento da verba para o Plano Nacional de Assistência Estudantil (PNAES)  e sua transformação em política de Estado.

”Precisamos dessa ampliação como política de Estado, porque hoje vivemos uma inconstância muito grande, ainda mais em meio a um golpe. Resistir contra o golpe é travar uma luta incansável pela assistência estudantil. É isso que vai nos garantir no espaço da universidade. E é por isso que a UNE seguirá lutando”, falou.

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