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Prounistas na rua contra os ataques de Temer e Mendonça à educação

01/08/2016 às 18:21, por Renata Bars Foto: Bruno Bou.

Manifestantes do dia 31 de julho reivindicam a defesa de direitos como o Prouni e o Fies; eles sentem que os programas estão sob ameaça e pedem o fim do governo golpista

No último domingo (31), estudantes do ensino superior privado engrossaram o coro da manifestação ”Fora Temer” que levou milhares de pessoas para as ruas de São Paulo e todo o Brasil, reivindicando o fim dos retrocessos e a defesa de programas como o Universidade Para Todos (Prouni) e o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).

Em maio, foram anunciadas medidas de contingenciamento previstas pelo ministro golpista da Educação, Mendonça Filho, que suspendem a criação de novas vagas para o Pronatec, Prouni e Fies. O Ciência sem Fronteiras também já foi atingido, com cortes nas suas bolsas para graduandos.

Prounistas pelo Fora Temer

Marisa Brás, estudante de direito da Faculdade Pitágoras, em Divinópolis, interior de Minas Gerais, é prounista e conta estar bastante preocupada com a manutenção de seu curso e com os próximos estudantes que podem não conseguir uma vaga seja pelo Prouni ou pelo Fies.

”Esse governo representa muitos passos atrás nas conquistas desses últimos anos, especialmente no acesso à educação das classes menos favorecidas. Eu fui privilegiada por entrar num curso de Direito justamente pela existência no Prouni. Temos que continuar lutando e se opondo a todo tipo de medida arbitrária contra os direitos da população. para que cada vez mais estudantes continuem ingressando nas universidades”, falou.

marisaMarisa Brás, estudante do Pitágoras em Minas Gerais

Também prounista, Wellington, estudante de jornalismo da Anhembi Morumbi em São Paulo, afirma que os jovens devem estar nas ruas para barrar os cortes na educação e a precarização do ensino privado.

”O que esse governo golpista está fazendo é um absurdo. Nesse momento vemos o que eles realmente imaginam para a educação: um ensino completamente voltado para o mercado. Os cortes prejudicam não só o acesso, mas também o tripé pesquisa, ensino e extensão, que já são quase inexistentes nas universidades particulares”, disse.

wellingtonWellington critica o aceno ao mercado dado pelo governo golpista

A lei nº 11.096, de 13 de janeiro de 2005 que institucionalizou o Prouni já concedeu 1.497.180 bolsas, das quais 562.551 estão ativas, segundo o último balanço divulgado pelo Ministério da Educação (MEC).

CAÇA AOS TUBARÕES

A aquisição do grupo Estácio pela gigante Kroton, criando o maior conglomerado educacional do planeta também assombra o futuro da educação privada no país. Com a fusão, o grupo passou a concentrar o equivalente a mais de 14% de todas as matrículas do ensino superior brasileiro.

Durante o 64º Coneg da UNE, os estudantes chamaram atenção para mais este ataque à soberania nacional.

A resolução de educação aprovada durante o evento afirma que ”novas fusões multimilionárias tem sido debatidas entre os conglomerados da educação privada, como é o caso da Kroton e a Estácio, podendo representar mais de 30% de todo o ensino superior privado, uma negociação que se pauta tão somente pelas relações mercadológicas e de interesses do lucro de acionistas, podendo prejudicar ainda mais a qualidade dessas instituições. Precisamos estar atentos à essas fusões, construindo um Comitê de acompanhamento permanente, que intervenha junto ao CADE e também com medidas jurídicas cabíveis, a exemplo da posição da OAB-RJ que já se posicionou contra essa medida por sua inconstitucionalidade.”

A pré-vestibulanda Joyce Martins, que estava na manifestação pelo “Fora Temer”, contou que participará de muitas outras até que o governo golpista caia. ”Estou prestes a entrar na universidade e quero lutar pra que eu e meus colegas tenhamos o melhor ensino possível, pautado pelo conhecimento e não pelo capital estrangeiro”, salientou.

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