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Prounistas e cotistas se reúnem em Goiânia

05/06/2015 às 21:02, por Artênius Daniel.

Encontro dentro do 54º Congresso da UNE envolveu temas como a assistência estudantil,a política de cotas e o desempenho dos bolsistas na universidade 

Estudantes inscritos no Programa Universidade Para Todos (Prouni) e no Fundo de Financiamento ao Ensino Superior (FIES) já somam 2,4 milhões de brasileiros. Juntos aos demais alunos das universidades públicas, são 4,5 milhões de estudantes que possuem algum benefício ou a gratuidade para seguir em seus estudos, a maioria dentro de um total de sete milhões de universitários.

O dado foi apresentado nesta sexta (5) em Goiânia pelo secretário de Educação Superior do MEC Jesualdo Farias durante o Encontro Nacional dos Estudantes Cotistas, Bolsistas do Prouni e Fies, atividade integrante do 54º Congresso da UNE. Especialistas, representantes do poder público e dos movimentos sociais se reuniram no auditório da Faculdade de Educação da Universidade Federal de Goiás (UFG).

Os números apresentados mostram que o ensino superior brasileiro passou por três etapas: a primeira, durante a ditadura militar e nos primeiros anos da redemocratização, onde havia predominância da universidade pública, mas com acesso limitado ao público das classes favorecidas; a segunda, durante o período neoliberal, com a enorme ascensão do ensino particular e a terceira, na última década, com a expansão das públicas, a política de cotas e os programas do ensino privado que levaram o público de todas as classes econômicas para dentro dos campi.

“Definitivamente saímos do quadro de uma universidade elitista, do ponto de vista econômico”, declarou o secretário. No entanto, a nova configuração do ensino superior precisa cada vez mais de políticas afirmativas, inclusivas, diferentes formas de apoio e subsídio para garantir que esses novos universitários possam concluir seus cursos. “É necessário o aumento considerável da assistência estudantil”, salientou o representante do MEC.

A realidade ostensiva dos prounistas e cotistas na universidade não é somente numérica, mas também qualitativa e de resultados, como demonstrou o representante da Comissão Nacional de Acompanhamento e Controle do Prouni Victor Grampa: “Nas universidades particulares, o desempenho dos prounistas é superior ao dos não prounistas. Já nas públicas, o desempenho dos cotistas é igual ou superior ao dos não cotistas”, afirmou.

A UNE realizou, entre os dias três e cinco de abril, o seu quarto Encontro Nacional de Negros, Negras e Cotistas (Enune) em Salvador. Um dos organizadores da atividade e diretor de combate ao racismo da UNE Cristian Ribas, também participou da mesa e falou que o acesso desses grupos ao ensino superior ainda é pouco: “Somos a maioria da população e ainda queremos chegar muito mais longe. Os negros e as negras querem fazer a graduação, o mestrado, o doutorado, querem ser professores, diretores, reitores das universidades do país”, disse.

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