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Prefeito de Porto Alegre quer multar estudantes por ato a favor da educação

29/08/2018 às 18:10, por Redação.

Ato no dia 17 de Agosto reuniu 20 mil estudantes no centro da cidade

DCE da UFRGS pode ser multado em até 400 mil em tentativa clara de calar estudantes por parte do governo municipal 

O DCE da UFRGS está sendo ameaçado. Os estudantes receberam nesta terça-feira (28/8) uma autuação da Prefeitura Municipal afirmando que podem ser multados em até R$ 400.000 por organizar e participar do ato do dia 17 de agosto em comemoração ao dia do estudante e em defesa do meio passe estudantil, direito que o prefeito Nelson Marchezan (PSDB) novamente ameaça retirar. Os estudantes tem até 30 dias para se defender.

O ato que reuniu quase 20 mil pessoas no Centro de Porto Alegre foi uma manifestação da Jornada de Lutas da Juventude em defesa da educação e contra o projeto de revisão do meio-passe encabeçado pelo governo municipal. O site da UNE chegou a fazer matéria sobre o projeto que visa acabar com o direito estudantil.

“O DCE está muito firme em escrachar Marchezan nessa criminalização do movimento estudantil, assim como acontecia na época da ditadura. Começamos uma campanha nas redes e hoje vamos nos encontrar com demais movimentos sociais. Também temos passado em sala de aula denunciando e recolhendo assinaturas em um abaixo-assinado”, afirmou a coordenadora geral do DCE, Gabriela Silveira, estudante de Agronomia.

A ação da prefeitura está amparada em uma lei totalmente arbirtrária aprovada em 2017. Um dos coordenadores da UEE-Livre Dr Juca, Filipe Eich explica que desde o ano passado a entidade procurou o Ministério Público para lutar contra “esse absurdo de lei” encaminhada pelo prefeito, mas não adiantou e ela foi aprovada. Nela consta que é preciso avisar as autoridades municipais antes de se manifestar.

“ Não temos como negociar com algo desse tipo, vamos denunciar e não vamos pagar. Manifestar-se é um direito legítimo garantido pela Constituição”, afirmou Filipe.

Essa é a primeira vez que uma entidade do movimento estudantil é penalizada, mas outras entidades sindicais da cidade já foram notificadas. Em nota o DCE da UFRGS divulgou que o prefeito tem medo dos estudantes e que eles não pedirão “permissão” para lutar.

“Desde o início do mandato de Marchezan, os movimentos sociais vêm denunciando os ataques que o atual prefeito vem promovendo, fizemos grandes mobilizações e barramos diversas tentativas de precarização e privatização do serviço público. Marchezan tem medo das e dos estudantes, das e dos trabalhadores, medo do povo, e por isso tenta a todo custo criminalizar os movimentos sociais”, diz trecho. E continua: “Marchezan não nos calará!”.

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