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31 de agosto: No Congresso, o golpe. Nas ruas, a luta.

01/09/2016 às 17:19, por Renata Bars Fotos: Yuri Salvador.

Avenida Paulista foi tomada por cerca de 12 mil pessoas numa reação imediata contra o impeachment que usurpou o mandato legítimo da presidenta eleita Dilma Rousseff

Indignação. Este foi o sentimento que imperou nas ruas de São Paulo, na noite da última quarta-feira (31), após a consolidação do golpe que destituiu do poder a presidenta eleita Dilma Rousseff. Cerca de doze mil pessoas ocuparam a Avenida Paulista numa clara insatisfação com os rumos da política no Brasil.

”Quando percebi que o golpe havia se consolidado eu chorei. É um sentimento de injustiça e raiva, mas a gente está nas ruas para mostrar que não vamos deixar barato, vamos lutar sim, sem abaixar a cabeça e exigir que o povo decida”, falou a estudante Paloma Oliveira.

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A produtora Patrícia Costa conta que também sentiu muita tristeza.

”Achávamos que o golpe de 64 estava longe, mas ele está passando de novo na nossa frente. Por isso precisamos nos olhar, nos perceber, ver as pessoas que sabem que isso é um golpe e a gravidade disso. Hoje o que temos nas ruas é solidariedade e resistência. Enquanto estivermos respirando teremos pelo que lutar”, enfatizou.

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Bandeiras, cartazes, rostos pintados e palavras de ordem davam o tom à manifestação que coloriu os arredores do Museu de Arte de São Paulo (Masp). Por volta das 20h, o movimento seguia pacífico.

Para os estudantes de publicidade Ian Duval e Fernanda Fontes, a notícia da concretização do golpe trouxe um sentimento de tristeza e nojo.

”Sou completamente contra esse golpe, por isso vim pra rua. Espero que cada vez mais pessoas venham e que haja uma conscientização para que as coisas possam melhorar”, falou Ian.

Fernanda lembrou da força das mulheres e da presença feminina em massa na Avenida Paulista.

”A primeira mulher a ser presidenta sair dessa forma é realmente muito simbólico. Doeu em mim e acredito que doeu em todas as mulheres que estão aqui hoje”, disse.

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Além do ato na capital paulista, foram registradas grandes manifestações no Rio de Janeiro, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina.

Golpe de mãos dadas com a repressão

Mais uma vez uma manifestação foi alvo da violência policial em São Paulo. Bombas de gás lacrimogênio, balas de borracha, cacetetes e detenções arbitrárias ocorreram quando os manifestantes se dirigiram em marcha do Masp à Rua da Consolação.

A ação da PM fez com que a passeata se dividisse. Uma parte seguiu da Rua da Consolação para a Rua Augusta e continuou a caminhada. Outra parte correu para a Praça Roosevelt, onde bombas e gás também foram lançados pela polícia. A ideia dos manifestantes era encerrar o ato em frente ao jornal Folha de S.Paulo, no centro da capital.

”É um absurdo o que golpistas, machistas e racistas estão fazendo com o nosso país. Mas nós não vamos deixar que a democracia seja ferida assim como eles tentam ferir a gente”, falou Helena Nogueira, em meio à manifestação.

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