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Por que as mulheres vão às ruas neste 8 de março?

08/03/2018 às 14:49, por Renata Bars.


Diretoras da UNE e presidentas de UEEs da falam sobre as reivindicações feministas em 2018

A composição da diretoria da UNE e também das Uniões Estaduais de Estudantes Brasil afora refletem o avanço feminista dos últimos tempos com muitas meninas ocupando cargos importantes e pensando o rumo do país e da educação sob a ótica das mulheres.

Todas elas estarão nas ruas neste 8 de março para fortalecer a luta contra o machismo e dizer não aos retrocessos na educação, na aposentaria, no trabalho. Perguntamos à essas jovens estudantes das mais diferentes universidades de todo o país o que elas querem para este dia internacional da mulher. Quais suas esperanças e anseios para as mulheres neste ano?

Confira o que elas tem a dizer:

Marianna Dias, presidenta da UNE

Para esse 8 de março, queremos uma mudança na cultura social que ainda naturaliza a violência contra a mulher no nosso país. Por isso, o investimento em educação é fundamental para alcançarmos essa mudança.Só uma educação libertadora pode andar lado a lado com a emancipação das mulheres. Também queremos mais mulheres na política para que tenhamos mais voz e poder nas instâncias de decisão que regem o país.
A nossa luta é todos os dias. Seguimos juntas resistindo pelos nossos direitos.

Marianna Dias

 

Jessy Dayane vice-presidenta da UNE

Nesse 8 de março o grito das mulheres é por democracia. Lutamos historicamente pela igualdade, pela vida das mulheres e contra a violência que mata todos os dias. Lutamos também para que as mulheres tenham o direito de estudar, de ter uma profissão, com salários iguais entre homens e mulheres para a mesma função. Lutamos para que os direitos trabalhistas e previdenciários sejam garantidos para nossas mulheres. Tudo isso está ameaçado com o golpe que sofremos no Brasil, e para termos capacidade de assegurar os direitos que ainda temos, resgatar o que nos foi tirado e conquistar mais direitos para as mulheres, reestabelecer a democracia é um passo fundamental.

Jessy Dayane

 

Nayara Souza, presidenta da UEE-SP

Acredito que vivemos o início de um novo ciclo pra luta das mulheres, acompanhando o ciclo político, social, econômico e digital ao qual nossa sociedade vem passando e se transformando. As lutas de hoje são muito diferentes das pioneiras sobre o tema. Antes lutávamos para poder votar, entrar na universidade e poder trabalhar. Hoje, votamos, estudamos e trabalhamos. Mesmo nesta fase, as condições não alcançam a independência e equidade que queremos. Entramos na universidade, mas precisamos nos formar, neste sentido, para as mães estudantes lutamos pela creche universitária. Trabalhamos, mas com salários e condições diferentes de outros gêneros. A moral ainda nos coloca em um patamar de opressão estrutural que estamos distantes ainda de superar. Por isso, é necessário nos introduzir nos espaços de poder e tomada de decisão. Ter mais mulheres nos conselhos universitários, organizações estudantis e no poder institucional. Este 8 de Março pertence ao ano de 2018, cheio de incertezas políticas, portanto é necessário disputar. Disputar a narrativa, as ideias, os espaços e sobretudo, ocupar o poder, pra alcançar de fato, uma sociedade emancipada, passando pela emancipação de nós, mulheres.

Nayara Souza

Manuella Mirella, presidenta da UEP

As mulheres precisam ocupar de fato os espaços de poder, podemos lembrar do golpe de cunho machista que retirou primeira mulher presidente do Brasil do seu cargo, mesmo sem ter cometido crime. No 8 de março vamos ocupar as ruas do país com muita unidade para dizer que não aceitaremos nenhuma a menos e que lugar de mulher é onde ela quiser, inclusive na política.

Manuella Mirella

Ana Clara Franco, diretora de mulheres da UNE

Nesse 8 de março, nós mulheres, de todas as raças, povos e regiões marcharemos juntas. Ocuparemos as cidades e as ruas para que nossa voz seja ouvida. Denunciaremos toda opressão do patriarcado capitalista e colonialista, até que todas nós sejamos livres.

Estaremos nas ruas mais uma vez resistindo a esse contexto político e econômico que impõe formas de controle e medidas sobre os nossos corpos e nossas vidas. A bancada conservadora do congresso brasileiro e suas inúmeras tentativas de PEC faz uma política patriarcal que quer controlar o exercício da nossa liberdade e autonomia.

Seguiremos denunciando a retirada de direitos, os ataques a democracia, o avanço da militarização sobre nossos corpos, vidas e territórios.

Seguiremos lutando e denunciando toda e qualquer tipo de violência e silenciamento a nós mulheres. Estaremos nos movimento mais uma vez neste 8 de março, para mostrar que as mulheres em movimento mudam o Brasil, transformam o mundo inteiro.

Ana Clara Franco

Luiza Foltran, segunda diretora de mulheres da UNE

Não tenho a menor dúvida que a luta das mulheres é todos os dias, mas o 8 de março é aquele dia em que todas nós nos encontramos nas ruas e nos reconhecemos enquanto lutadoras. Este ano, pela segunda vez consecutiva, existe a articulação da greve internacional de mulheres no 8M, movimento que unificou as mulheres contra Trump nos EUA, o NiUnaMenos argentino, as mulheres que foram às ruas contra o fim da pílula no Brasil. Que este 8M fortaleça os laços entre nós, mulheres e movimentos do mundo todo para barrar os retrocessos e conquistar direitos.

*O que falta ser conquistado ?* Muita coisa. Precisamos dar um basta na violência contra mulher, expressa nos índices de estupros e feminicidio que só crescem. Lutar pela equiparação salarial, pelo nosso direito de amar, direito à participação política, pelo direito ao nosso corpo e pela legalização do aborto. E este é só o começo…

Luiza Foltran

Luanna Ramalho, presidenta da UEE-MG

Eu quero que esse 8M reflita a construção que nós mulheres construimos todos os dias, que reflita o extenso debate que travamos não só pelo fim do machismo mas sobre tudo pela emancipação da mulher. Espero que nesse 8M consigamos passar a mensagem e convocar toda a sociedade para se somar a essa luta contra o Golpe colocado sobre os ombros das mulheres que mais uma vez são atacadas através de pautas como lei trabalhista que atinge principalmente a vida das mulheres e que consigamos unir forças para lutar por mais direitos e igualdade entre os povos!

Luanna Ramalho

Izabela Marinho, presidenta da UPE

Esse 8M representa um passo muito grande na organização do coletivo de mulheres que hoje a gente tem porque a gente conseguiu confluir os diversos debates feministas que nós temos em torno de uma pauta que é a liberdade da mulher, a emancipação das nossas meninas. Que esse 8M possa fazer um debate muito profundo tendo em vista que a gente tem sido muito vítima de um jogo desleal que insiste em nos subestimar. Que a gente consiga debater nosso acesso e nossa permanência na universidade inclusive tornando a universidade um espaço acolhedor pras nossas meninas e que a gente debata profundamente a questão da creche universitária que tem sido uma pauta que tem impedido nossas meninas de acessar a universidade. Que a gente garanta sobretudo o direito das mulheres alçarem voos altos e mudarem a história do nosso país e da nossa educação.

Izabella Marinho

 

Taíres Santos, diretora de movimentos sociais da UNE

Esse 8 de março servirá para reafirmar o importante papel das mulheres no combate ao golpe, em 2016 a primeira mulher eleita presidenta do Brasil foi retirada do seu cargo sem ter cometido nenhum crime, os processos de mobilização que movimentaram a conjuntura política mostraram as mulheres na linha de frente do combate ao golpismo. Passamos o ano de 2017 discutindo sobre o que irá acontecer em 2018, o quanto instável está a conjuntura política e as surpresas que poderemos nos deparar, mas de uma coisa eu tenho certeza, o processo de mobilização e organização das mulheres sem dúvida nenhuma continuará dando a linha nas mobilizações em defesa dos direitos da classe trabalhadora brasileira.

A liberdade e igualdade que tanto queremos, a opressão que sofremos diariamente é um fator estruturante para o sistema que vivemos, por tanto a luta em defesa do povo trabalhador está de mãos dadas com a luta das mulheres, e não vai haver uma sociedade sem opressão enquanto as mulheres, sobretudo as mulheres negras não conquistarem sua liberdade e uma vida digna.

Taíres Santos


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