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Por mais democracia no Brasil e nas universidades

01/08/2015 às 18:37, por Bruno Huberman.

Os estudantes reunidos para o 1º Seminário de Gestão da UNE iniciam discussão sobre os rumos da entidade para os próximos dois anos

Uma entidade que continue se renovando, buscando cada vez ficar mais próxima dos sete milhões de universitários do país, que combata todo tipo de opressão e retrocesso e esteja a frente das lutas populares por avanços sociais. Uma entidade que chegue aos 80 anos, em agosto de 2017 — pouco depois do encerramento da atual gestão —, cada vez mais jovem e popular.

Esta é a UNE pretendida pela nova diretoria da entidade, que realiza neste final de semana o seu 1o Seminário de Gestão. O encontro, que reúne dezenas de estudantes de todo o país, busca discutir e determinar as diretrizes do movimento estudantil brasileiro para os próximos dois anos.

Neste sábado, os estudantes iniciaram a discussão a respeito dos rumos da entidade para o próximo período, que será concluída neste domingo, com a votação de moções e resoluções.

Jornada de lutas

Em meio ao avanço do conservadorismo e do risco do retrocesso, a presidenta da UNE, Carina Vitral, foi objetiva: “A única saída para que a juventude saia vitoriosa é a promoção da luta na rua através da mobilização de milhares de estudantes de forma unificada”, afirmou.

Ela propôs uma jornada de lutas dos estudantes para o mês de Agosto. Esta agenda começará no dia 11, o Dia do Estudante, com protesto contra o corte de verbas na Educação e contra a redução da maioridade penal; no dia 12 acontece a Marcha das Margaridas, que pretende colocar mais de cem mil mulheres nas ruas de Brasília; e no dia 20, terá o ato convocado pelo movimentos sociais por direitos, liberdade e democracia, contra a direita e o ajuste fiscal.

Carina convocou ainda a realização, em setembro, de uma caravana dos estudantes para Brasília, que tenha como tema central o combate ao corte de verbas de R$ 10 bilhões na educação, pela implementação das metas do Plano Nacional de Educação e dos 10% do PIB no setor, contra o aumento dos juros do Fies e o sucateamento das universidades federais.

+ democracia + diálogo

Além da defesa da democracia brasileira, os diretores da entidade colocaram como tema central o aprofundamento da democracia nas universidades e dentro do movimento estudantil.

O secretário-geral da entidade, Tiago Pará, chamou atenção a necessidade da entidade se aproximar dos estudantes para aumentar a sua representatividade.

“O estudante que está nas universidades tem interesse de participar da construção da UNE. Há muitos estudantes que estão em universidades carentes de representação. Precisamos dar sequência para a renovação da entidade, que se dialogue cada vez mais com a juventude e seja protagonista das lutas de massas do nosso pais”, disse Pará.

A vice-presidenta da UNE, Moara Correa, coloca a necessidade de fortalecimento dos espaços de debate, principalmente o Encontro de Negros e Negras (Enune), o Encontro de Mulheres Estudantes (EME) e o Encontro LGBT da UNE, que aconteceu pela primeira vez em janeiro deste ano.

“Quando falamos de radicalização da democracia devemos falar da radicalização da democracia dentro das nossas universidades e dentro do movimento estudantil, fortalecendo o combate ao racismo, do genocídio da juventude negra, da LGBTfobia e do machismo”, destacou Moara.

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