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Políticas públicas e eleições são tema de discussão no 3º Encontro LGBT

28/07/2018 às 13:21, por Da Redação Foto: Daline Ribeiro.


Convidados falaram sobre representatividade nas candidaturas e a construção de um projeto político que abarque a comunidade LGBT

A importância da participação de pessoas LGBTs na política foi tema central da mesa intitulada ”Marcos legais e legislativos dos Direitos LGBT no Brasil”, que aconteceu na manhã deste sábado (28), segundo dia de Encontro LGBT da UNE, no teatro da Universidade do Estado da Bahia (Uneb), em Salvador.

Gustavo Coutinho, membro da Abglt parabenizou a realização do evento e lembrou a necessidade de marcos específicos para a população LGBT.

”O movimento LGBT historicamente sempre judicializou suas demandas, sempre o que ganhamos foi fruto do STF, porque não temos espaço no legislativo, nem no executivo. Precisamos priorizar a representatividade política de forma unificada. Do mesmo jeito que todas as paradas LGBTs do país tem debatido a eleição, nós precisamos fazer isso em todos os espaços”, falou.

Gisele Maia, bacharela em gestão pública, destacou que as políticas para a população LGBT devem se tornar políticas de Estado, para que sejam realmente efetivas.

”Precisamos construir a política LGBT como política de Estado, porque quando acontece um movimento de rompimento da democracia, percebemos que pra nós não vai sobrar nada. Só vamos

conseguir mudar essa realidade se tomarmos as rédeas das nossas histórias com o povo no poder”, enfatizou.

PROJETOS DE LEI

Durante o debate, os convidados destacaram alguns projetos de lei que estão em tramitação como o PL Dandara dos Santos, que objetiva classificar LGBTcídio como crime hediondo, o PL João W. Nery, que busca garantir à população trans o reconhecimento de sua identidade de gênero, e o PL Gabriela Leite que visa regulamentar a prostituição.

”Não da mais para termos casos de violência contras mulheres, negros e LGBTs. Estamos aqui construindo a perspectiva do movimento social e estudantil para o povo LGBT, porque precisamos tomar a tarefa de fortalecer a democracia ocupando o poder. Por isso, as candidaturas de esquerda tem que ter compromissos que perpassem pela nossa comunidade”, falou Flávio Bento, diretor de assistência estudantil da UEE-RJ.

Tai Araújo, representante da Marcha Mundial das Mulheres lembrou que é importante ter candidatos e candidatas LGBTs que estejam comprometidos com as pautas.

”Temos que votar por um projeto político com a intenção de combater o preconceito e realizar mudanças profundas na sociedade”, disse.

O 3º Encontro LGBT vai até domingo (29) com debates, grupos de discussão e muito mais. Fique ligado nas redes e no site da UNE.

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