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PM de Geraldo Alckmin ataca manifestantes em ato pacífico

05/09/2016 às 15:08, por Redação com informações dos Jornalistas Livres l Fotos: Cuca da UNE e Midía Ninja.

Senador Lindberg Faria pretende entrar com representação contra PM na Corte Interamericana de Direitos Humanos

Cem mil manifestantes paralisaram uma das avenidas mais importantes do país, a Av. Paulista em São Paulo, pedindo Fora Temer e Diretas Já nesta domingo (04/9). O ato convocado pelas Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo começou às 17h e reuniu diversos movimentos sociais organizados como o MTST, CUT, e UNE, mas também várias participações espontâneas de famílias, jovens, e idosos em um ato que foi pacífico durante todo o trajeto até o Largo da Batata, Zona Oeste da cidade.

No fim da manifestação quando o ato já tinha se encerrado, por volta das 20h a PM comandada pelo governador Geraldo Alckmin (PSBD) deliberadamente atacou os manifestantes que se retornavam para suas casas.

Houve tumulto, correria, e muito desespero contra balas de borracha, uma chuva de bombas e jatos d’agua por parte dos agentes do Estado. Bombas foram jogadas também dentro do metrô Faria Lima. Várias pessoas ficaram feridas e passaram mal com o gás.

100 mil foto Ninja

Flagra do Mídia Ninja no Largo da Batata

O senador Lindbergh Faria (PT), o deputado Paulo Teixeira (PT) e ex-ministro Roberto Amaral testemunharam a barbárie e prestaram uma coletiva de imprensa no Sindicato dos Jornalistas de São Paulo na manhã desta segunda-feira (05/09) denunciando o ocorrido. Lindbergh pretende entrar com uma representação na corte Interamericana de Direitos Humanos.

“Nós ficamos até o final. Eu estava lá. Não houve UM ato de violência por parte dos manifestantes. Foi uma ação premeditada da Polícia Militar. O objetivo de tudo isso é passar essas imagens, assustar a população e diminuir a força dos movimentos. Já afastaram a presidenta e gente não pode mais manifestar? Nos reocupa os próximos passos. Se a gente deixa passar isso, virão mais coisas depois. Nós não podemos aceitar essa escalada autoritária. Temos que fazer uma manifestação como as Diretas Já, com artistas, pessoas públicas, em apoio à resistência popular contra o golpe”, destacou o Senador Lindbegh Farias (PT).

Já o deputado Paulo Teixeira lembrou dos 22 jovens detidos entre sexta (02) e ontem (04) nos protestos contra o governo Temer e no Centro Cultural São Paulo.

“Queremos alertar a população para a escalada de violência promovida pela polícia. Ontem foram presas pessoas sem nenhuma motivação criminosa, elas estava indo se manifestar. Exigimos proteção ao direito sagrado de manifestação e não a repressão orquestrada que esta acontecendo aqui em São Paulo e em todo o Brasil”, destacou.

Para o diretor de Relações Institucionais da UNE, Iago Montalvão, que acompanhou toda a marcha, o ato deste domingo em São Paulo foi só uma demonstração do que está por vir.

“Muita gente na rua, os golpistas não terão sossego. Eu vi nas pessoas a chama da indignação, e esse ingrediente somado à unidade e a centralidade na pauta de novas eleições diretas é a receita para a vitória. Nem os ataques autoritários da Polícia Militar vão nos intimidar, que mesmo em um ato Pacífico insistiu em usar da violência no momento de dispersão do ato”, destacou.

Assista ao vídeo dos Jornalistas Livres que mostra exatamente a hora que a PM começou o ataque:

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