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PM cerca escola Estadual Fernão Dias Paes, em SP, ocupada por estudantes

11/11/2015 às 11:39, por da Redação/ Foto: Jornalistas Livres .

Alunos estão em campanha para que esta e outras escolas não sejam fechadas em “reorganização” do governador

Estudantes secundaristas ocuparam pacificamente a Escola Estadual Fernão Dias Paes, em Pinheiros, zona Oeste da capital paulista contra a extinção desta e de mais 93 escolas anunciadas como uma “reorganização” do Governo do Estado. Está ocupada também a Escola Estadual Diadema, no Centro de Diadema, na região do ABC.

Já são 24 horas de ocupação na Fernão Dias que tem centenas de estudantes, pais e professores do lado de dentro e também um acampamento do lado de fora com de 300 pessoas, entre eles militantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MTST) e Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (APEOESP) que apoiam a ocupação.

De acordo com reportagem dos Jornalistas Livres houve mutirão para produzir merenda e para a limpeza. Os estudantes se revezaram na vigília durante a noite de ontem, discutiram estratégias e jogaram vôlei-queimada. São quase todos menores de idade.

O governador do estado, Geraldo Alckmin, mandou cortar o fornecimento de água desde ontem. Na madrugada, o secretário de Direitos Humanos da Prefeitura, Eduardo Suplicy, esteve no local, acompanhou a situação dos estudantes e levou água para distribuir dentro da escola.

Nesta manhã de quarta-feira (11) a escola amanheceu cercada por mais de 100 homens. A PM armada impediu entrada de outros estudantes na escola e tem reprimido qualquer tentativa de entrada com spray de pimenta. A presidenta da União Paulista de Estudantes Secundaristas (UPES) Angela Meyer, está em frente a escola e sentiu na pela a truculência da PM que atacou ela e outra estudante da UPES que chegou a passar mal com o spray de pimenta. Ela conta que todos os estudantes que estão saindo da escola estão sendo enquadrados, filmados e fichados pela polícia. Os pais que fazem vigília em frente a escola também estão passando por muito constrangimento na tentativa de falar com os filhos pela grade da escola.

“ É o governador Alckimin na sua pior maneira de ser”, afirmou ela sobre o clima tenso e de violência desmedida no local.

De acordo com Angela a ideia é continuar ocupando até que o governador retroceda.

“A gente acha muito importante esse movimento das ocupações, além de ser simbólico, é a resistência. Na semana que vem vamos ocupar mais escolas que estão na lista dessas 94. No diálogo não foi, com as manifestações não foi, então agora só através das ocupação para estabelecer um mínimo de diálogo e derrotar essa determinação do fechamento das escolas”, explica.

Entenda a luta dos estudantes

No último dia 23 de setembro, a Secretaria Estadual de Educação de São Paulo anunciou a reorganização das escolas da rede estadual de ensino, tendo como principal medida a separação física total entre as escolas dos anos iniciais, do Ensino Fundamental e do Ensino Médio.

Com o objetivo de manter em cada colégio apenas um ciclo de ensino, um levantamento preliminar da APEOSP denuncia a intenção do governo do Estado de fechar pelo menos 127 escolas. A perspectiva é que mais de 1 milhões de estudantes sejam diretamente atingidos pela medida, provocando a superlotação nas salas de aula e a transferência de alunos para colégios mais distantes.

Desde a divulgação, estudantes, pais e professores têm organizado em todo estado passeatas, atos e panfletagens contra a (des)organização que impactará o cotidiano de cerca de mil escolas. Os secundaristas realizaram grandes manifestação na Avenida Paulista com o mote #NãofecheMinhaEscola  e foram covardemente reprimidos pela Polícia Militar em uma delas.

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