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Pelos 10% dos PIB para a educação pública

05/06/2015 às 13:54, por Bruno Huberman.

Debatedores apontam que estudantes não devem depender dos recursos do petróleo

O debate que aconteceu na manhã desta sexta-feira (5) na Praça Universitária para o terceiro dia do 54o Congresso da UNE, em Goiânia, “Os desafios do financiamento da educação brasileira nos marcos da aprovação dos 10% do PIB”, girou em torno da luta pelo financiamento dos 10% do PIB exclusivamente para a educação pública, gratuita e de qualidade.

10% DO PIB PARA A EDUCAÇÃO PÚBLICA

Luiz Dourado, representante do Fórum Nacional de Educação — do qual a UNE participa com um assento fixo —, chamou atenção para os embates políticos durante o desenvolvimento do Plano Nacional de Educação, sendo o principal em torno do investimento de 10% do PIB na educação.

Dourado apontou que a redação original do texto determinava este investimento exclusivamente na educação pública conforme queriam os movimentos educacionais, entretanto, pressões dos tubarões do ensino privado flexibilizaram este meta. Agora, o cálculo dos 10% do PIB para a educação inclui o custei do sistema particular, como os programas Fies, ProUni e Pronatec.

“É fundamentos os estudantes e a UNE defenderem o investimento exclusivamente na educação pública para atingirmos a educação que todos os brasileiros merecessem”, afirmou Dourado.

PETRÓLEO PARA A EDUCAÇÃO

Professor da Universidade de Brasília (UnB), Luiz Gama destacou em sua fala que, apesar de ser uma conquista importante para a educação, o atrelamento dos royalties do petróleo e do fundo social do pré-sal ao setor não devem ser vistos como a única fonte de recursos para atingir os 10% do PIB para a educação.

“Após a atual crise do preço do petróleo, a previsão dos investimentos do pré-sal até 2015 somam R$ 85 bilhões. Um pouco a mais do que o corte de recursos anunciados pelo governo federal, na casa dos R$ 70 bilhões”, ressaltou o professor da UnB.

CRESCIMENTO PARA A EDUCAÇÃO

Para o deputado federal (PCdoB-MG) e ex-presidente da UNE Wadson Ribeiro, o mais importante não é a porcentagem do PIB que é investido na educação, mas o crescimento total da riqueza do país. “Se compararmos a porcentagem do PIB que Canadá e Bolívia investem na educação, os bolivianos investem uma parcela maior. Mas os recursos que os canadenses colocam na educação do seu país é muito maior porque eles possuem muito mais riqueza que os bolivianos”, comparou Wadson.

Segundo ele, os estudantes devem lutar pelo desenvolvimento nacional, para o país voltar a crescer, acumular mais riqueza, para conquistar a educação dos nossos sonhos.

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