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PEC 55 não! Ocupações pedem doações para garantir caravana a Brasília

22/11/2016 às 16:58, por Cristiane Tada.

UNE abriu cadastro para os interessados em viajar até a capital federal; entidade busca agora recursos para viabilizar o transporte

Já são quase 2 mil pessoas inscritas para a caravana que vai fazer de Brasília a capital das ocupações estudantis no dia da votação da PEC 55 em primeira instância no Senado Federal. São estudantes de universidades federais, estaduais, particulares, Ifes e escolas de todos as regiões do país.

A UNE tem feito um cadastro de interessados em participar para poder estruturar ônibus que sairão de várias cidades brasileiras rumo ao Distrito Federal.

Os estudantes vão pressionar senadores para que não aprovem a mudança na constituição que, além de desvincular recursos para Saúde e Educação, vai congelar os investimentos nas áreas durante 20 anos.

Para viabilizar essa a ida dos estudantes à Brasília, a UNE também realiza uma arrecadação de doações de recursos financeiros.

“O dinheiro é para combustível, locação de ônibus, pagamento de motoristas, alimentação, aluguel de tendas e barracas, banheiros químicos. Tudo isso é para a organização da caravana”, destaca o diretor de Comunicação da UNE, Mateus Weber.

A campanha para os estudantes chegaram a Brasília e barrar a PEC 55 está a todo vapor. Para participar:

>>> Confirme presença no evento

🔴 Quer ir na caravana? Inscreva-se! 

🔴 Quer ajudar financeiramente?

OU deposite na conta:
Banco do Brasil
Agência: 7067-X
Conta Corrente: 6635-4
União Nacional dos Estudantes
CNPJ: 29.258.597/0001-50

UFF confirma 14 ônibus

Na Universidade Federal Fluminense (UFF), no Rio de Janeiro, a pauta das 30h dos servidores públicos se somou a luta contra a PEC 55. Para os estudantes da instituição, o mais importante é que a caravana seja construída em unidade com toda a comunidade acadêmica em defesa da universidade pública.

“Na UFF, os servidores técnicos já estão em greve, os professores aprovaram indicativo de greve a partir do dia 28 e a reitoria já divulgou apoio”, destacou a representante do DCE, Ana Luiza Lopes, estudante de História no polo de Campos de Goytacazes. Lá, os estudantes estão viabilizando junto a sindicatos parceiros a ida para Brasília.

A reitoria da UFF divulgou uma nota sobre a PEC 55, em que estima que o impacto na universidade corresponderia a uma perda de R$ 810 milhões em seu orçamento, nos últimos dez anos, se o teto de despesas previsto pela PEC estivesse em vigor desde 2006.

Estão confirmados 14 ônibus da UFF, um de cada pólo no interior do Estado mais seis da sede em Niterói. A perspectiva dos estudantes é que o número deve aumentar.

Estão ocupados o campus de Volta Redonda, Santo Antônio de Pádua, Macaé, Rio das Ostras, Niterói. Os institutos de Química (Campus Valonguinho), Ins de Artes e Comunicação Social ( Campus IACS 1 – Lara Vilela), Instituto de Geociências (Campus Praia Vermelha), Escola de Arquitetura ( Campus Praia Vermelha), Faculdade de Direito (Campus Pres Pedreira), ICHF (Blocos N, O e P – Campus Gragoatá), Bloco A – Campus Gragoatá ( Bloco multidisciplinar), Instituto de Letras ( Blocos B e C – Campus Gragoatá), Faculdade de Educação ( Bloco D – Campus Gragoatá), Escola de Serviço Social (Bloco E – Campus Gragoatá), Uff Campos dos Goytacazes, Instituto de Física (Campus Praia Vermelha).

UFMT e UFC também mobilizadas

Os estudantes da Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT) tentam viabilizar 12 ônibus de estudantes para a ida da caranava até a capital federal, que foi decidida em Assembleia na última sexta-feira (18).

“Os servidores já estão em greve e os professores vão votar no dia 24. Na quarta-feira (23), vamos fazer mais uma assembleia para decidir sobre a greve estudantil”, explicou o presidente da UEE-MT, Vinícius Fernandes.

A reitoria da UFMT convocou um seminário para debater a PEC 55 com a comunidade acadêmica.

Já o pessoal do Ceará não se intimida e nem desanima com a distância de dois dias de viagem até Brasília. “Nossa meta é que saiam 17 ônibus do Estado. Já temos sete confirmados”, afirma Luis Carlos de Sousa, estudante de Economia e representante do DCE da Universidade Federal (UFC). “Estamos inflamados, depositando muita fé para pressionar o Senado e barrar a PEC 55 a todo o custo”, convoca.

Na UFC, 50% dos estudantes estão em greve estudantil, cerca de 15 mil alunos. De acordo com Sousa, mesmo os centros não ocupados apoiam a mobilização. Os professores estão em greve desde o dia 18 por tempo indeterminado e os servidores técnicos também.

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