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PEC 241 não congelará a luta; movimentos sociais seguem na resistência

26/10/2016 às 14:50, por Renata Bars Foto: Cuca da UNE.

Ato em São Paulo parou a Avenida Paulista e mostrou a força de estudantes e trabalhadores contra os retrocessos impostos pelo governo golpista

Na noite da última terça-feira (25), 359 deputados golpearam educação ao depositar os seus votos dentro do pacote de maldades e aprovar a PEC 241, que promete congelar investimentos públicos em áreas estratégicas nos próximos 20 anos. Ao mesmo tempo, centenas de estudantes e trabalhadores se reuniam na Avenida Paulista em São Paulo, no ato organizado pelas Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, para declarar resistência aos retrocessos impostos pelo governo golpista.

Presente na manifestação, o estudante secundarista Kevin Vieira, da União dos Estudantes de Osasco (UEO) acredita que a aprovação da PEC representa muitos passos atrás na educação. ‘’Eles não querem que o estudante pobre esteja na universidade, toda a evolução que tivemos nos últimos anos no ensino público ficará pra trás’’, lamentou.

Kevin lembrou da importância das ocupações de universidades e escolas – já são mais de 1000 instituições paralisadas em todo país.

‘’As ocupações mostram nossa força, é uma ferramenta que mete medo no governo. Por isso nós ficaremos atentos. Se nada até o momento adiantou, vamos seguir ocupando e fazer uma nova Primavera Secundarista’’, falou.

Indignadas com os retrocessos, as donas de casa Jaqueline Alves e Irene Coelho compareceram ao ato para somar forças ao movimento estudantil e dos trabalhadores. ‘’É um momento em que temos que nos solidarizar e estarmos juntos. A aprovação dessa PEC é m crime e não podemos deixar por isso mesmo’’, falou Jaqueline.

PEC REACENDE RESISTÊNCIA

Mesmo com a maioria dos votos, a aprovação em segundo turno da PEC 241 ainda depende da chamada análise dos destaques (sugestões de alteração ao texto original). Somente após estas avaliações é que o texto segue para a análise no Senado, onde a expectativa de votação é para o dia 13 de dezembro.

O diretor de comunicação da UEE-SP destacou a resistência vinda dos estudantes e trabalhadores e sua importância para avançar nas conquistas. ‘’As mobilizações vem aumentando, cada vez temos mais escolas ocupadas. A luta vem crescendo para poder barrar esse projeto. Hoje nós sabemos que o Temer amarrou muito bem os deputados que ele tem na manga, mas nós vamos continuar resistindo e insistindo, por que pode não ser essa semana, nem mês que vem, mas o povo vai mostrar que luta vale a pena’’, disse.

Para o diretor da UNE, Iago Montalvão, nem mesmo a aprovação da PEC poderá apagar o saldo das mobilizações e da conscientização social que a luta tem gerado.

”Vejo vários amigos fazendo o debate político, participando de ocupações, muita gente conhecendo pela primeira vez o movimento estudantil. E isso é riquíssimo, ninguém tira de nós, nem o ódio da elite e seus reprodutores. E a luta vai seguir, até a vitória, ainda que ela não seja hoje ou amanhã, mas ela virá”, enfatizou.

O ato foi encerrado em frente ao escritório da presidência, também na Avenida Paulista,  aos gritos de ‘’Fora Temer’’, cada vez mais fortes.

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