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Para presidente de sindicato de professores, estudantes dão “sopro de ânimo”

11/11/2016 às 11:19, por Natália Pesciotta.

Eblin Farage, do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes), acredita que só as ações conjuntas de professores, estudantes e entidades podem ganhar as ruas e a vitória contra a PEC 55

Os próximos passos da luta contra a PEC 55, que congela por 20 anos gastos do País em áreas como a Educação, serão articulados em uma reunião em Brasília nos dias 14, 15 e 16 de novembro. A Andes é uma das entidades ligadas ao ensino que participará do encontro, convocado pela UNE. Para a presidente da entidade, que reúne professores universitários de todo o País, os estudantes estão dando um “sopro de ânimo” na luta da categoria e “é momento de unificar os movimentos para ir às ruas contra a PEC 55”.

Na leitura do Andes, a emenda do congelamento de gastos é apenas uma das afrontas à um ensino público de qualidade que virão por aí, por isso é preciso união para ir às ruas e mostrar disposição popular pela defesa da educação. E, se faltar argumento contra o Projeto de Emenda Constitucional, ela ressalta: “Os serviços oferecidos hoje, nesta verba que será congelada, já são insuficientes. Hoje já temos uma seleção para ver quem entrará na universidade pública, ou seja, já não há ensino para todos”.

Qual a importância, para o Andes, de participar da reunião com a UNE e outras entidades em Brasília?

Entendemos que nesse momento os estudantes colaboram com o fortalecimento da nossa categoria. Vemos na UNE e nos estudantes um sopro de ânimo para as lutas dos professores, por isso queremos estar articulados e construir ações junto com eles. Vemos também, neste momento, uma importância grande de unificar forças para estarmos nas ruas fortalecidos contra a PEC 55. Esta é nossa bandeira comum agora. Estaremos na reunião na UnB para construir um mês forte de atividades em novembro.

Uma das atividades a ser planejada é uma caravana ao Senado no dia da votação da PEC. Isto pode fazer diferença na votação?

A caravana mostra nossa disposição de lutar contra a PEC e outras medidas que acabam com a educação pública. É um passo na nossa mobilização, que precisa estar articulada com outras ações, como pressionar os senadores antes do dia, pressionar os senadores em cada estado, fazer paralisações no dia 11 e no dia 25. A caravana vai ser mais um passo e a coroação deste movimento. É importante a unidade para irmos às ruas. Passamos por um momento grave, as afrontas à educação e à nossa categoria não vão parar na PEC.

O momento é uma oportunidade de união dos movimentos e entidades?

A união é o nosso grande desafio no momento. Há diferenças entre as organizações, mas a prioridade agora é nos unirmos em torno da questão comum, que é barrar a PEC do congelamento dos gastos.

Qual o principal argumento para a sociedade ser contrária à PEC que congela os gastos?

Uma PEC que limita o financiamento de serviços essenciais, desconsiderando o crescimento da população e das necessidades, não pode ser boa para a sociedade, sendo que os serviços oferecidos hoje, com esta verba que será congelada, já são insuficientes! Hoje já temos uma seleção para ver quem entrará na universidade pública, ou seja, já não há ensino para todos. Não tem como oferecer ensino de qualidade com redução de verbas.

>>> Leia o jornal especial Nossa Voz da UNE sobre a PEC

 

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