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Onda fascista invade universidades e preocupa estudantes

30/10/2018 às 16:49, por Da Redação.


Incitações de ódio a negros, mulheres, gays e perseguição a professores foram relatadas em todo país

A eleição de Jair Bolsonaro a presidente do Brasil, no último domingo (28) impulsionou uma onda fascista nas universidades brasileiras. Ancorados na figura do capitão que defende o porte de armas e é conhecido por sua homofobia, estudantes estão incitando o ódio contra negros, mulheres e homossexuais. Nesta terça-feira (3) a Universidade Presbiteriana Mackenzie suspendeu um estudante de Direito que aparece em vídeo afirmando que a “negraiada vai morrer”.

Estudantes da instituição também realizaram um protesto e pediram a expulsão do agressor. Em nota, o Coletivo Negro Afromack reiterou que as falas do estudante configuram crime de racismo e desrespeitam a Constituição.

”É inaceitável que um aluno que cursa Direito e que deveria, no mínimo, respeitar a Constituição que tanto estuda e que jura proteger ao pegar a OAB, tenha um discurso como esse. Sendo a advocacia uma profissão indispensável para a administração da justiça, é inconcebível que o aluno tenha essas atitudes, diz o documento.

Outro caso aconteceu na Faculdade de Engenharia e Arquitetura da USP (FEA). Uma imagem ofensiva foi repassada nos grupos de Whatsapp da comunidade estudantil. Na imagem, um conjunto de alunos em sala de aula da faculdade seguram armas e cartazes com os dizeres “está com medo, petista safada?”. A imagem acompanhava frases como “nova era” e “B17”, em alusão à vitória do candidato Jair Bolsonaro.

Integrantes do Centro Acadêmico Visconde de Cairu (CAVC) encaminharam um processo de sindicância para averiguar o ocorrido.

”O CAVC salienta que a ação dos alunos infringe regras da Universidade. Primeiramente, no que diz respeito ao cunho violento e de ameaça com motivação política: o segundo item do preâmbulo do Código de Ética da Universidade de São Paulo dispõe que a USP adota como princípio ‘a tolerância em relação a opiniões divergentes e a liberdade em face de qualquer interferência política”’, afirmaram em nota.

Na Universidade Federal de Uberlândia, em Minas Gerais, cerca de 600 estudantes protestaram contra a homofobia, na última segunda-feira (29). O movimento foi organizado pelo Diretório Acadêmico da instituição após circular pelo grupo de WhatsApp do curso de engenharia mecânica mensagens em que uma pessoa pergunta se já está liberado agredir gays.

Perseguição aos professores

Em Minas Gerais, as aulas da Fundação João Pinheiro foram suspensas nesta terça-feira após circular nas redes sociais vídeo no qual o presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) cita nomes de nove de professores da instituição, acusando-os de doutrinadores.

Para a presidenta da UNE Marianna Dias a postura do presidente eleito é arbitrária. ”Não permitiremos que as universidades e os espaços que sempre foram utilizados para a construção política de pensamento, sejam silenciados. Os professores tem direito à liberdade de expressão.Um ambiente de ensino plural é essencial para a construção do pensamento crítico. Isso é democracia”, destacou.

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