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Nova diretoria da UEE-SP toma posse em ato no Largo São Francisco

13/08/2015 às 11:55, por Sara Puerta .

Nova diretoria assume a entidade em mês de lutas para movimentos estudantis e sociais

Na última sexta-feira, dia 7 de Agosto, o Salão do Estudante da Faculdade de Direito da USP ficou tomado por estudantes de diversas universidades e autoridades do estado de São Paulo. O local que costuma receber reuniões do Centro Acadêmico 11 de Agosto da Faculdade, sediou a Cerimônia de Posse da nova Diretoria da UEE-SP, para a Gestão do biênio 2015 – 2017.

Foi empossada a presidenta eleita no último congresso da UEE-SP, Flavia Oliveira, estudante de Farmácia da PUC-Campinas, que recebeu o cargo de Carina Vitral, que ficou à frente da entidade entre 2013 e 2015, sendo a primeira transição entre mulheres do cargo na entidade.

“O desafio da próxima gestão, na UEE-SP e na UNE, é reafirmar que essas entidades são organizações firmes para organizar e batalhar ideias, corações e mentes dessa juventude trabalhadora que está tomando as universidades, e assim construir instituições avançadas e que deixem para trás o conservadorismo “, disse Carina, que acrescentou que a nova presidenta tem toda a força para construir a reforma necessária na educação.

“A UEE-SP estará com toda energia na luta por universidades mais democráticas e em defesa de um Plano Estadual de Educação, que insira mais políticas e ações voltadas para a assistência estudantil, educação pública de qualidade, regulamentação e também estaremos voltados para a defesa por novos ‘ares’ para o estado de São Paulo – contra o neoliberalismo”, afirmou Flavia.

Um novo São Paulo

Com o tema ” Em defesa do Estado de São Paulo: Nenhum direito a menos”, durante as falas dos presentes houve uma unidade na defesa da educação e contra os retrocessos dos direitos sociais e aprovação de Leis, como a da redução da maioridade penal, que ferem estatutos da criança e adolescente e retiram do Estado o papel na formação dos jovens e com políticas para conter a desigualdade social e a criminalidade.

Além disso, a nova diretoria assume no mês em que são convocadas diversas mobilizações contra os cortes na educação e pela defesa da democracia, incluindo a do dia “20 de Agosto”, que ocorrerá simultaneamente em diversas cidades em todo o país.

Presente no evento, a deputada estadual Leci Brandão (Pc do B), ressaltou necessidade de luta por mais direitos e “ botar a cara da juventude” no poder e  também lembrou  os avanços na sociedade a partir de lutas importantes.

“ Hoje temos muito mais inclusão, falamos muito mais em preconceito e de forma aberta. Homofobia, racismo e intolerância são ações inaceitáveis na sociedade atual. Paradoxalmente, um Congresso conservador tenta empurrar pautas que são verdadeiros atrasos sociais, por isso se faz necessário uma luta por leis democráticas”.

Antônio Donato, vereador (PT) e presidente da Câmara Municipal de São Paulo, disse que a nova diretoria da UEE-SP assume em um momento que se fala em defender a democracia e a partilha do Petróleo para a educação. Para ele, há uma clara tentativa de retroceder em conquistas já concretas e uma força contrária progressista para barrar, em que o movimento estudantil está atuante.

“ Devemos lembrar que em tempos de crise surgem novas lideranças que estão do lado da justiça social, como fica explícito nessa posse da entidade e essa é uma força incontestável.”

Douglas Izzo, vice-presidente da CUT-SP e representante do Fórum dos Movimentos Sociais do Estado de São Paulo, fez menção a participação da UEE-SP – e do movimento estudantil, na criação desse “ eixo” para discutir o atual  estado de São Paulo e efetivar ações para pensar em um estado mais justo.

“Durante o regime militar, as UEE e a UNE foram protagonistas pela luta pela democracia e por enquadrar as atrocidades do governo. E nessa hora, iniciativas que os movimentos sociais e o estudantil constroem, como o Forum, para denunciar os diversos problemas estruturais e de corrupção no estado de São Paulo, formam uma agenda de lutas unificada contra o  projeto neoliberal do governo estadual .”

Izzo também foi saudado pela maior greve dos professores da rede estadual de São Paulo, realizada esse ano, que durou mais de 90 dias.

Também participaram Gislaine Caresia, da Comissão Nacional da Mulher  e representante da OAB Nacional; Gilmar Tadeu, secretário da subprefeitura da Sé; Elder Vieira, subprefeito do Jabaquara; Lucia Maria Bludeni, da OAB de São Paulo; Daniel Vaz e Alexandre Cherno, ex-presidentes da UEE-SP; Moacir Romero, vereador de Americana; Beto Teoria da Nação Hip-Hop;  Gabriel Vilela, do Coletivo Fora do Eixo; Tamara Naiz, presidenta da ANPG (Associação Nacional de Pós Graduandos) e Angela Meyer, presidenta da UPES (União Paulista dos Estudantes Secundaristas).

A nova diretoria da UEE-SP é composta por estudantes de instituições públicas e privadas, e estão comprometidos com as transformações na educação do estado de São Paulo: contra o sucateamento e a mercantilização das universidades particulares , protagonizada pelos grandes grupos estrangeiros que as administram, visando apenas o lucro.

Foram empossados ao todo 39 diretores e vice-presidentes regionais.

A vice presidência está com Vinicius Barros, estudante de História da Univap  (Universidade do Vale do Paraíba) e a Secretaria Geral com Gabriela Ferro, estudante de Geografia da USP.

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