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Nota oficial da UNE sobre a morte de Fidel: “O comandante do nosso futuro”

26/11/2016 às 17:22, por Da Redação.

UNE presta homenagem à Fidel Castro e relembra a importância de sua trajetória de lutas

A morte de Fidel Castro em Havana na noite de 25 de novembro de 2016, aos 90 anos, comoveu pessoas de todo o mundo. Em nota, a União Nacional dos Estudantes presta homenagem ao líder cubano e relembra a importância de sua trajetória de lutas.

”A União Nacional dos Estudantes presta sua homenagem àquele que está vivo no espírito de luta e esperança de muitas gerações de ontem, hoje e amanhã. Aquele que, ainda jovem, viu da Serra Maestra, em Cuba, um horizonte para derrubar impérios e suas maldades. Aquele, cuja revolução inspirou a resistência latino-americana contra as ditaduras, a partir do sonho de um continente livre, unido e fraterno”. Leia abaixo a íntegra.

O comandante do nosso futuro

Há quem aceite esse mundo como o vemos, com suas farsas e injustiças, com suas guerras e horrores, com as ganâncias e misérias que cortam os olhos de quem quer vê-las. Há quem prefira o desequilíbrio entre opressores e oprimidos, quem tolere as dores das desigualdades, a balança de apenas um prato arbitrando a glória de poucos e a tragédia de muitos.

Porém, há também quem sonhe com a mudança das estações, quem dedique sua vida inteira para transformar o inverno em primavera. Há quem tente, com mãos e corações, dobrar o curso da história da humanidade para outra direção. Alguns, pouquíssimos, conseguem. Alguns como Fidel Alejandro Castro Ruz.

A União Nacional dos Estudantes presta sua homenagem àquele que está vivo no espírito de luta e esperança de muitas gerações de ontem, hoje e amanhã. Aquele que, ainda jovem, viu da Serra Maestra, em Cuba, um horizonte para derrubar impérios e suas maldades. Aquele, cuja revolução inspirou a resistência latino-americana contra as ditaduras, a partir do sonho de um continente livre, unido e fraterno. Fidel Castro é uma lembrança de que podemos e iremos lutar. Fidel não é assunto da história, não é assunto do passado, é assunto do nosso presente e do nosso futuro.

Os estudantes brasileiros tiveram a sorte de poder recebe-lo como amigo, no ano de 1999, no 46º Congresso da UNE em Belo Horizonte. Vivia-se ali uma primeira convulsão do projeto hipócrita da globalização econômica, o momento mais agudo de ofensiva do neoliberalismo no Brasil, a ascensão da política expansionista estadunidense por outros continentes, que logo se converteria em guerras e conflitos sociais. Ali, para 10 mil jovens de todo o país no estádio do Mineirinho, Fidel lançou palavras de força e confiança na justiça entre os povos. Convidou a juventude brasileira para a estrada de um novo tempo.

Hoje, quase 20 anos depois, o que se apresenta no mundo também assombra. O golpe de estado no Brasil, que se avoluma com o desmonte terrorista dos direitos sociais e hegemonia do poder econômico, o escárnio conservador fascista tomando lugar no governo da maior economia armada do mundo, a crise mundial de refugiados que assola os mais fracos e endurece uma Europa cada vez mais fechada e intolerante são o cenário de despedida do comandante que vislumbrou uma humanidade justa e igualitária.

Nunca precisamos tanto lembrar das palavras de Fidel. Nunca precisamos tanto lembrar da trajetória de Fidel e da transformação social que transbordou para além da ilha em que viveu e lutou. Nunca precisamos tanto reafirmar a estrada em que estamos, e ter a cabeça erguida e o coração altivo para trilhá-la. Querido amigo, a UNE e os estudantes brasileiros agradecem o mapa que nos foi deixado como presente. Daqui, seguiremos a jornada.

União Nacional dos Estudantes
26 de novembro de 2016

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