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Nota de repúdio à condução coercitiva dos reitores da UFMG

06/12/2017 às 12:29, por Cristiane Tada.


UNE afirma que uma nova onda de perseguição política e patrulhamento ideológico que se assemelha com a ditadura está em curso

Nesta quarta-feira (05/12) a comunidade acadêmica da UFMG foi surpreendida pela condução coercitiva do reitor Jayme Ramirez, da vice-reitora Sandra Goulart, do ex-reitor Clélio Campolina e da ex-vice reitora Heloisa Starling. A UNE e a União Estadual dos Estudantes de Minas Gerais (UEE-MG) se pronunciaram em nota sobre o acontecimento. Leia a nota:

Nota de repúdio a condução coercitiva dos reitores da UFMG

A autonomia universitária e a pesquisa no Brasil estão sendo atacadas gravemente pelo Estado Policialesco que se estrutura no país. Hoje fomos surpreendidos com a operação da policia federal deflagrada na Universidade Federal de Minas Gerais, denominada ‘Esperança Equilibrista’, que propõe apurar possíveis desvios de recurso público para implantação e construção do Memorial de Anistia Politica do Brasil, espaço destinado a memória politica do período da repressão na Ditadura Militar.

A operação questiona os métodos de pesquisa e as atividades desenvolvidas pela universidade, incluindo o programa de auxílio de bolsas para pesquisa e extensão. Sabe-se que as universidades se fundamentam no tripé ensino, pesquisa e extensão, e a operação fere dois desses pilares, ao atacar elementos que permitem a realização das pesquisas.

É função da universidade buscar interruptamente as verdades, com base científica, a partir da pesquisa e do estudo empírico. Investir nestas ações não constituem desvio de verba, ao contrário, é papel da universidade.

Vivemos em um Estado Policialesco no qual primeiro cria-se um grande circo midiático sobre teses, destroem-se reputações, trabalhos e, neste caso, anos de pesquisas, para depois apurar se os fatos destas teses são verdadeiras. Nada justifica mandados de condução coercitiva quando nunca se houve resistência para prestar informações. Já vimos esta cena no recente episódio da Universidade Federal de Santa Catarina que vitimou o Reitor daquela instituição. Tentam macular a imagem da universidade, que é hoje um dos principais espaços de resistência democrática no país com o único objetivo de provocar o desmonte da universidade pública e apontar a privatização como única saída.

É emblemático que esta operação da Polícia Federal seja justamente sobre a pesquisa desenvolvida para memória daqueles que lutaram contra os abusos da Ditadura Militar. Uma nova onda de perseguição política e patrulhamento ideológico que se assemelha com aquele período está em curso, e como naquela época, a UNIÃO NACIONAL DOS ESTUDANTES se levantará e denunciará todos os abusos cometidos.

União Nacional dos Estudantes e União Estadual dos Estudantes de Minas Gerais (UEE-MG)

06 de Dezembro de 2017.

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