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Nathi Bittencurt – candidata a vereadora pelo PSOL em Porto Alegre (RS)

13/09/2016 às 17:13, por Renata Bars.

A Primavera Feminista mudou o Brasil. Sou uma das milhares indignadas que emparedaram Eduardo Cunha. Que não aceitam que coloquem o dedo em nossa cara, como disse Luciana Genro. Decidi enfrentar o machismo muito jovem, e combater a ideia de que devemos ficar belas e recatadas em nossos lares, deixando os espaços de poder e decisão para os homens. Tenho 25 anos, nasci e moro no bairro Sarandi na zona norte da capital. Me orgulho de ter construído na escola pública o movimento estudantil como meio de transformação da realidade da juventude, construindo o Grêmio Estudantil da escola Dom João Becker. Em 2013, já como coordenadora geral do DCE da UFRGS, vivi as Jornadas de Junho em Porto Alegre, onde derrotamos o aumento da tarifa de ônibus e inspiramos dezenas de cidades no Brasil. Na UNE, fui Diretora de Mulheres. Junto com Luciana Genro vamos defender uma cidade feminista e da juventude, com o protagonismo das mulheres que vão às ruas gritar por mais direitos e pelo fim da cultura do estupro. É a hora de nós mulheres ocuparmos a política!

Por que você escolheu ser candidata?

Nunca enxerguei a política tradicional como um lugar para mim, até perceber que não é um lugar natural para nenhuma de nós mulheres. É urgente que mais mulheres ocupem os espaços de poder público para que as mulheres da periferia decidam sobre sua própria cidade. Precisamos virar a política do avesso!

Qual sua proposta para juventude?

É preciso combater a cultura do estupro! A ampliação da iluminação na cidade é urgente, além da contratação de mais mulheres na Guarda Municipal. Podemos estimular órgãos públicos e empresas a criarem campanhas educativas, além de capacitarem seus funcionários para atender a população com respeito. Temos o direito de ocupar os espaços públicos sem sermos assediadas.

Em Porto Alegre há um déficit gravíssimo de creches: cerca de 50 mil crianças esperam por vagas. É urgente a construção de novas creches bem como lavanderias públicas, para que as jovens mães possam estudar, trabalhar e terem seu tempo de lazer, compartilhando as responsabilidades que geralmente carrega sozinha no seu lar.

Qual a sua proposta para Educação?

As ocupações de escola país afora demonstraram que a juventude quer fazer política com as próprias mãos. Com educação feminista, nenhuma criança cresce machista. As escolas municipais devem proporcionar uma educação emancipadora, não sexista com debate de gênero em sala de aula. Promover o respeito à diversidade nos Planos Municipais de Ensino.

A favor ou contra o Escola sem Partido?

Sou contra este projeto, sem dúvidas. Chega a ser risório e completamente fora da realidade, que no meio de diversos problemas que sofrem a educação pública, como a falta de salas de aula, de professores, escolas caindo aos pedaços, roubo de merenda e tantos outros, este setor que de nada serve à sociedade a não ser se movimentar para retroceder direitos, ache que o grande problema da educação seja a tal “doutrinação”. Ao contrário da realidade que eles tentam pintar, as escolas são na verdade um espaço sem liberdade de discussão, onde o estudante é constantemente posto em segundo plano, onde há constante perseguição dos grêmios e outras representações estudantis, além de um ser uma instituição que constantemente serve para a reprodução do racismo, machismo e lgbtfobia. As ocupações de escolas e outras tantas lutas como aconteceram em São Paulo, no Rio de Janeiro, no Rio Grande do Sul, no Ceará e em Brasília são uma resposta, para além da precarização físicas das escolas, a esse modelo escolar esgotado. Vamos desmascarar esse projeto que de “sem partido” não tem nada, e derrotá-lo com nossa mobilização coletiva nas escolas e ruas.

 

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