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Natália Pennachioni – candidata a vereadora pelo Psol em São Carlos (SP)

13/09/2016 às 17:06, por Cristiane Tada.

Sou Natália Pressuto Pennachioni, tenho 23 anos. Acredito que mudar o mundo pede coragem! Coragem e disposição para disputar os espaços políticos e instituições públicas, porque serão neles que lutaremos contra velhas perspectivas e projetos de discriminação. Acreditando nessa resistência, comecei a militar no coletivo Juntos e no PSOL em 2012, inclusive em um processo eleitoral como esse. Em 2014, quando ingressei na UFSCar, comecei a militar mais ativamente – principalmente no movimento estudantil e no movimento antiproibicionista, construindo a Marcha da Maconha em São Carlos. Em 2015 ajudei a organizar uma chapa para concorrer ao DCE e vencemos, então estive como diretora geral do DCE Livre UFSCar até o fim de 2015. No mesmo ano concorremos como Oposição de Esquerda para o Congresso da UNE, no qual a chapa foi referência para os estudantes da universidade e com esse saldo agora estou diretora da pauta antiproibicionista da União Estadual dos Estudantes – SP.  Esse ano aceitei o desafio de me candidatar a vereadora pelo PSOL com o enfoque de Redução de danos e saúde mental, já que é o viés da política de drogas que cabe ao âmbito municipal.

Por que você é candidato?

Acredito que as candidaturas são expressões de construções ao longo dos anos. Então resolvi aceitar o desafio de uma escolha coletiva para representar o debate que estamos fazendo sobre antiproibicionismo e tentar com a candidatura alcançar mais pessoas que tem proximidade com a pauta na cidade.

Qual sua proposta para juventude?

O mandato tem que ser catalisador dos encontros da juventude, que é linha de frente na transformação da realidade, até porque é a mais afetada pelo nossos sistema excludente. Temos que criar centros de juventude e ser entusiastas nas criações dos pontos de cultura para dar oportunidade aos jovens artistas.

Qual a sua proposta para Educação?

Precisamos de uma educação emancipadora, que dê autonomia ao jovem, que seja livre de amarras, consiga debater, inclusive dentro das escolas, temas polêmicos para dar vazão às angustias da juventude.  Temos que retomar a discussão sobre o Plano Municipal de Educação, não podemos deixar de levar para as escolas a desigualdade de gênero e sexualidade. Precisamos abrir o debate sobre a política de drogas que está matando e encarcerando a juventude, principalmente a periférica. Colocar a Redução de Danos como uma política para os usuários de drogas na cidade, requer educar a juventude sobre os riscos do uso de cada substância psicoativa, e como utilizá-las do modo menos danosos possíveis. Isso pode ser possível atrelando programas do SUS com os da educação, por exemplo.

A favor ou contra o Escola sem Partido?

Contra, pois não pode-se perseguir ideologias divergentes da dominante dentro da escola. Lutamos por uma Escola sem Censura!

Tem alguma proposta para mobilidade? Qual?

Em São Carlos o transporte não é integrado, integrar as linhas é a primeira coisa. É preciso mudar o regime de contratação do serviço, de modo que a empresa pare de ser remunerada pela tarifa e passe a ser remunerada por um valor fixo e parâmetros pré determinados amplamente debatidos com a população.

As ciclovias na cidade ligam nada a nada, isso também precisa mudar integrando as já existentes, criando outras ligando os bairros dos estudantes às universidades e os bairros periféricos aos seus centros.

Além disso, precisamos construir novos calçadões na cidade.

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