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Mulheres permanecem ocupando a reitoria da UFG

16/06/2016 às 18:13, por Renata Bars.

Após caso de estupro, estudantes, servidoras e professoras cobram ações efetivas da instituição quanto à segurança no campus

A reitoria da Universidade Federal de Goiás (UFG), permanece ocupada desde a última quarta-feira (15) por centenas de mulheres que reivindicam uma posição da instituição após a denúncia de um caso de estupro no Campus Samambaia.

A notícia do crime que circulou via redes sociais foi o estopim para a ocupação. As alunas se reuniram em marcha entoando palavras de ordem, ocuparam a reitoria e permanecem no local.

”Ocupar esse espaço e nos afirmarmos enquanto sujeitos políticos é absolutamente fundamental para rompermos com a cultura do estupro na universidade. A UFG precisa conversar com estas estudantes para compreender a dimensão da insegurança para nós mulheres, dentro da universidade. Mais do que denunciar este caso ou outro, com certeza a ocupação na reitoria pretende provocar um debate profundo sobre o papel da universidade no combate a violência contra as mulheres”, falou a diretora de mulheres da UNE, Bruna Rocha.

As queixas quanto à segurança no campus Samambaia são frequentes na comunidade acadêmica da UFG. Assaltos e outros delitos são relatados nas redes sociais. Em dezembro de 2015 um relato de aarastão chegou a circular na internet, mas foi desmentido pela reitoria.

Até o momento a instituição não emitiu um posicionamento oficial sobre as reivindicações das estudantes, mas informou que está dialogando com as estudantes.

”A UFG ressalta que tem acolhido denúncias e reclamações sobre assédios moral e sexual e, nas últimas semanas, recebido estudantes para conversar sobre o tema. Os encontros culminaram em uma reunião, no dia 8 de junho, sobre discriminação e preconceito, ocasião em que os estudantes entregaram documento com um conjunto de reivindicações. Na oportunidade, ficou acordado um novo encontro, no dia 28 de junho, para que sejam apresentados os encaminhamentos da Reitoria”, diz a nota.

Para Bruna Rocha, as mulheres querem justiça e sobretudo liberdade para seus corpos e suas vidas. ”Se somos estupradas na sala de aula, nos laboratórios, no ambiente de construção do conhecimento, jamais conseguiremos acabar com a cultura do estupro e da violência em outros espaços. Todo apoio e solidariedade às estudantes da UFG”, disse.

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