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Mulheres estudantes da UFPE e UFU pedem mais segurança nos campi

01/10/2015 às 16:25, por Renata Bars/Foto: Marina Barbosa.

Protesto denunciou episódios de assaltos e recente caso de estupro; diretora da UNE tem acompanhado os casos

Na tarde da última quarta-feira (30/9), centenas de mulheres da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) realizaram uma passeata para cobrar medidas efetivas de segurança nos campi da instituição. A mobilização ocorreu dez dias após uma estudante do curso de biomedicina relevar ter sido estuprada enquanto saía da aula.

Na semana passada, outro relato de tentativa de estupro ocorrida no oitavo andar do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFCH) deixou a comunidade acadêmica em alerta.

As meninas se reuniram em frente ao Restaurante Universitário e caminharam pelo campus alertando os demais estudantes sobre a situação. Na chegada à reitoria, o grupo foi recebido pela  pró-reitora para Assuntos Estudantis da UFPE, Ana Cabral, que recebeu as reivindicações sobre os temas da segurança, dentre elas a criação de um centro de apoio às vítimas de violência.

Mais cedo, o reitor Anísio Brasileiro participou de reunião com secretário de Defesa Social de Pernambuco, Alessandro Carvalho, para discutir o reforço na segurança no entorno da Universidade.

O reitor destacou a importância da parceria entre a Universidade e o Estado para garantir a segurança dentro do Campus Recife e em seu entorno. “A responsabilidade é conjunta”, disse Anísio.

UFU também cobra segurança

Também com um episódio de tentativa de estupro, um grupo de mulheres da Universidade Federal de Uberlândia, em Minas Gerias, realizou na tarde da última sexta-feira (25/9)  uma manifestação intitulada “Ufu, sou mulher e não vou me calar!”, percorrendo toda a UFU até a reitoria.

O movimento participou do Conselho Universitário e apresentou uma série de reivindicações. Após cinco horas de reunião, foi confirmada a criação de uma comissão que tratará sobre os assuntos das mulheres no campus, composta exclusivamente por mulheres e paritária, tendo o mesmo número de alunas, professoras e técnicas.

Para a diretora de mulheres da UNE, Bruna Rocha, não há mais espaço para a violência dentro das universidades. ‘’As mulheres estudantes precisam estar organizadas e fortes para acolhermos umas às outras e lutarmos conta a cultura do estupro. Quando nosso corpo é violentado, nossas vidas são afetadas de forma irreversível! A UNE  vai acompanhar de perto esses casos e fortalecer a luta das mulheres para que esses crimes sejam punidos e possamos construir uma universidade possível de viver sem violência’’, falou.

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