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Para movimentos sociais, somente a unidade derrotará o governo golpista

02/09/2016 às 15:34, por Renata Bars.

CUT, CTB, MST e diversos movimentos se manifestaram em repúdio ao golpe

O golpe contra a presidenta eleita Dilma Rousseff, na última quarta-feira (31) após votação no Senado Federal, mobilizou os movimentos sociais. O repúdio ficou evidente pelas manifestações que eclodiram no país e também pelo posicionamento público das entidades.

A Frente Povo Sem Medo se manifestou em sua página no Facebook ao afirmar que não reconhece no Senado a legitimidade para decidir os destinos do país. ”Em defesa da democracia e de nossos direitos, a resistência seguirá nas ruas”, publicou.

A Frente Brasil Popular também citou a importância da unidade e resistência do povo contra o golpe.

”Nossa luta contra o governo golpista e seu programa para retirada de conquistas será implacável. Buscaremos a unidade e a mobilização das mais amplas forças populares, combatendo sem cessar, até derrotarmos a coalizão antidemocrática que rompeu com o Estado de Direito”.

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) divulgou nota em repúdio ao “golpe parlamentar – judicial- midiático instalado no Brasil”. Para o movimento, os acontecimentos põem a unidade do campo e cidade como fundamental no processo de luta pela restauração da democracia brasileira.

“A restauração da democracia brasileira e as mudanças necessárias para a construção de um país mais justo e soberano serão o nosso guia para o próximo período”, afirma o documento.

O Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) também se posicionou contra o impeachment e ressaltou a importância da unidade entre os movimentos sociais de esquerda.

”A unidade dos trabalhadores e de todo o povo, a mais ampla unidade de toda a esquerda brasileira, deverá ser instrumento de combate ao autoritarismo de um governo sem voto, ilegítimo e sem representatividade”, afirma.

REPÚDIO AOS RETROCESSOS

A Central Única dos Trabalhadores (CUT) classificou a perda do mandato da presidenta eleita como injusta e alertou para os retrocessos que poderão surgir sob o comando de Michel Temer.

”Não queríamos barrar o golpe simplesmente para defender a pessoa Dilma – cuja honestidade e seriedade já seriam suficientes para tanto – mas para impedir a onda conservadora que se agiganta ao redor, a perda de direitos, o retrocesso”, diz a carta.

Para a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), o conteúdo principal do golpe foi dado pelo caráter profundamente reacionário do projeto governamental. ”Seus alvos são a classe trabalhadora, que corre o risco de perder direitos trabalhistas e previdenciários conquistados ao longo de uma luta multissecular, a democracia, mais uma vez desprezada pelas classes dominantes, e a soberania nacional. ”

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