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Movimentos sociais paralisam o Brasil contra o golpe

10/05/2016 às 10:36, por Vinícius Mendes.

Dia Nacional de Paralisações e Mobilização contra o Golpe convoca greves e atos em Estados do país

Um dia antes do que deve ser o dia do golpe de Estado contra Dilma Rousseff, diversos movimentos sociais pelo Brasil deixaram claro a sua posição perante o processo de deposição da presidenta legitimamente eleita pelo povo brasileiro em 2014.

Nesta manhã, atos em ao menos dez Estados do país e no Distrito Federal encabeçados pela Central Única dos Trabalhadores (CUT) com a participação de vários movimentos sociais, como a União Nacional dos Estudantes (UNE), paralisaram vias, acessos e espaços de algumas das principais cidades brasileiras.

Os atos fazem parte do Dia Nacional de Paralisações e Mobilização contra o Golpe, que vai parar o país para advertir à população sobre o perigo que a deposição de Dilma terá para o futuro do Brasil.

Foram registrados protestos em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio Grande do Sul, Paraná, Distrito Federal, Bahia, Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte.

PARALISAÇÃO EM SÃO PAULO

Em São Paulo, o ato chegou a fechar duas pistas da Marginal Tietê, a via mais importante da cidade, durante boa parte da manhã. Os ocupantes impediram a passagem de automóveis com faixas, barricadas e objetos nas pistas, gritando contra o golpe.

O ato apenas terminou quando a truculência da Polícia Militar dispersou os manifestantes com bombas de efeito moral – como é costume dos soldados do governador Geraldo Alckmin (PSDB).

Na Marginal Pinheiros, no outro extremo da capital, também houve ato contra a conspiração de Temer e Cunha para ocupar o poder de forma ilegítima.

Ainda em São Paulo, foram registrados atos na Avenida 23 de Maio, importante ligação entre o norte e o sul da cidade, e na Rodovia Helio Smidt, passagem para o Aeroporto de Cumbica, em Guarulhos.

Manifestantes paralisam Avenida 23 de Maio, em São Paulo, para protestarem contra o golpe de Estado! - Foto: Lina Marinelli/ Jornalistas Livres

Manifestantes paralisam Avenida 23 de Maio, em São Paulo, para protestarem contra o golpe de Estado! – Foto: Lina Marinelli/ Jornalistas Livres

Na Avenida Raimundo Pereira de Magalhães, na zona norte e em outros locais da cidade também tiveram protestos. O recado em todos eles era claro: há um golpe de Estado conspirador em andamento no Brasil.

RIO CONTRA O GOLPE

No Rio de Janeiro, o ato fechou a BR-101, o eixo litorâneo do Estado, na parte em que passa na capital fluminense. Os ocupantes gritavam “Não vai ter golpe!” e empunharam faixas contra os conspiradores Michel Temer e Eduardo Cunha.

A Polícia Rodoviária Federal tentou usar de truculência contra os manifestantes, mas não evitaram o protesto.

ATO EM SALVADOR

Os soteropolitanos fecharam nesta terça-feira (10) pela manhã a principal via da cidade, a chamada Suburbana, em três pontos diferentes. Houve ato também na Estrada da Derba e em bairros como Periperi e Itacaranha.

Há também um ato na cidade de Feira de Santana, próximo ao povoado de Menino Jesus, em Candeias.

PARALISAR O RIO GRANDE DO SUL

Nove estradas gaúchas estavam fechadas por manifestantes até o início dessa manhã: todas com a mesma mensagem contra o golpe de Estado.

No Rio Grande do Sul, os atos foram convocados pelo movimentos como a Frente Brasil Popular e a Frente Povo sem Medo, com o apoio de diversas entidades sociais, como a UNE.

No Estado, a manhã teve paralisações em estradas em Carazinho, Santo Antônio das Missões, Marcelino Ramos, Caxias do Sul, Sapucaia do Sul, Santana do Livramento, Viamão, Santa Maria, Encruzilhada do Sul e Eldorado do Sul, além de protestos em vias de Porto Alegre e em Pelotas.

Ato fecha rodovia em Pelotas, no Rio Grande do Sul - Foto: Mídia Ninja

Ato fecha rodovia em Pelotas, no Rio Grande do Sul – Foto: Mídia Ninja

CONTRA O GOLPE NO RIO GRANDE DO NORTE

No outro extremo do país, em Natal, capital do Rio Grande do Norte, a UNE e coletivos de movimento estudantil da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) realizaram trancaço nesta manhã em mobilização contra o golpe.

Estudantes trancam UFRN em protesto contra o golpe - Foto: Mídia Ninja

Estudantes trancam UFRN em protesto contra o golpe – Foto: Mídia Ninja

As entradas de acesso ao campus central foram bloqueadas para dizer que os estudantes são contra qualquer retrocesso para a população brasileira e para a educação do país. Em seguida, os protestantes seguiram em caminhada pela universidade, dialogando com demais estudantes, com a classe trabalhadora, docentes, funcionários e mobilizando para o ato em defesa da democracia que ocorrerá no final da tarde no centro da cidade.

A UNE

A UNE seguirá sua luta em defesa da democracia e dos Estado Democrático de Direito. Saudamos a decisão do presidente da Câmara dos Deputados, Waldir Maranhão, que anula o processo golpista conduzido por Eduardo Cunha, e reafirmamos nossa convicção de que apenas com o povo organizado nas ruas nós impediremos o golpe.

“Nós estamos lutando pela manutenção e fortalecimento das instituições democráticas. Não sairemos das ruas enquanto enquanto as leis e as instituições não forem respeitadas”, disse a presidenta da UNE, Carina Vitral.

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