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Movimentos sociais convocam ato contra o golpe em frente ao Senado

11/05/2016 às 10:49, por Vinícius Mendes.

Um dia após uma paralisação que envolveu dez Estados do país para protestar contra o golpe de Estado sobre a presidenta Dilma Rousseff, os movimentos sociais convocaram para a tarde desta quarta-feira (11) um ato em frente ao Senado Federal, onde os parlamentares devem decidir pelo afastamento de Dilma do cargo – materializando o golpe.

Os ocupantes vão se reunir em frente ao prédio do Senado às 17h onde, caso Dilma seja afastada, ficarão até o dia seguinte, quinta-feira, quando ela deve deixar o Palácio do Planalto. “Queremos dar um abraço de conforto [na presidenta]”, disse Raimundo Bonfim, coordenador geral da Central de Movimentos Populares. A UNE estará presente.

A Central Única dos Trabalhadores (CUT) informou nesta terça-feira (9) que as caravanas que forem a Brasília vão se encontrar no Acampamento em Defesa da Democracia e Contra o Golpe, armado no estacionamento do Ginásio Nilson Nelson.

Às 16h, após uma plenária, os acampados vão em direção ao Congresso, onde se juntam aos demais manifestantes da capital e do entorno.

“Vamos acampar ao lado dos movimentos sociais e permanecer firmes na luta para apontar as irregularidades desse golpe de Estado que está sendo promovido contra Dilma. A UNE não vai deixar de demonstrar sua posição contrária nesse momento tão importante para o país”, disse a vice-presidente regional da UNE em Brasília, Luiza Calvette, que estará no ato.

VOTAÇÃO

A sessão no Senado começou com uma hora de atraso, às 10h desta quarta-feira (11). Antes, o presidente da Casa, Renan Calheiros, falou à imprensa sobre a importância da sessão. “Nunca estamos preparados para algo dessa magnitude”, afirmou.

No início do processo, parlamentares contrários ao golpe pediram a Renan Calheiros que cancelasse a sessão por falta de legalidade, mas ele negou por dizer que todo o rito para a votação foi concluído.

Para que Dilma seja afastada oficialmente, a sessão precisa de um quórum mínimo de 41 senadores, sendo que a maioria simples – 41 senadores – é suficiente para tirá-la do cargo.

Com a instauração do processo de impeachment, Dilma é notificada e afastada do cargo por até 180 dias. Nesse período, o vice-presidente Michel Temer (PMDB) assume interinamente a presidência.

 

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