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Movimentos contra impeachment pressionam Renan e anunciam “trancaço”

27/04/2016 às 16:49, por Jornal Valor São Paulo e Brasília.

Entidades populares articularam ações para pressionar os senadores e definiram novas manifestações contra um provável governo Michel Temer

Em ação coordenada com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva movimentos sociais e sindicais se encontraram nesta terça-feira, em Brasília, com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), para pressioná-lo em relação ao processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff, em tramitação na Casa. As entidades das Frentes Povo Sem Medo e Brasil Popular também anunciaram um dia nacional de mobilização para a próxima quinta-feira, dia 28, com “trancaço” em rodovias e bloqueios em portas de escolas e universidades públicas e privadas. Com a admissibilidade do impeachment de Dilma Rousseff no Senado tida como certa – o que resultará no afastamento temporário da presidente por 180 dias -, os líderes das frentes de esquerda Brasil Popular e Povo Sem Medo pediram para que Renan faça um julgamento da análise da acusação do crime de responsabilidade fiscal, negado pelo governo Dilma.

O objetivo do encontro, que contou com a participação de entidades como CUT, MST, UNE e MTST, foi pressionar o presidente do Senado para que, nas palavras de João Pedro Stédile, líder do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST), “recupere a credibilidade do processo e julgue o mérito” das denúncias contra Dilma.
Além de anunciar aos jornalistas uma série de mobilizações nacionais contra o impeachment.

A presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), Carina Vitral, anunciou uma paralisação nacional nas escolas e nas universidades nesta quinta-feira (28). O movimento será coordenado com “trancaços” promovidos pelo Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST) em rodovias por todo o Brasil. A ideia é bloquear entre 30 e 40 rodovias em 10 Estados.

“O MTST vai trancar estradas. Nós queremos, desta forma, dialogar com a sociedade, não vai ficar tudo bem se esse golpe passar”, disse Carina. Segundo a presidente da UNE, ainda que a admissibilidade dificilmente seja barrada no Senado, os movimentos sociais contam com a possibilidade de reverter o quadro em favor de Dilma na votação do mérito. “Se existe uma certa folga na admissibilidade, não existe segurança na discussão do mérito, da suspensão definitiva do mandato da presidente Dilma disse ela. “Portanto, a nossa luta é prolongada.”

Do encontro com Renan participaram, além de Stédile e Carina, o líder do MTST, Guilherme Boulos; a presidente da UBES, Camila Lanes, além de 19 representantes das centrais sindicais CUT, Intersindical e CTB, da Central dos Movimentos Populares, do Movimento dos Pequenos Agricultores, entre outros grupos sociais.

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