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Movimento pede fim do contrato de empresa israelense com Rio 2016

12/08/2015 às 16:58, por Redação.

Palestinos estiveram presente no Brasil para lançar campanha “Olimpíadas sem apartheid”

Um ano antes do início dos Jogos Olímpicos Rio 2016, o Comitê Nacional Palestino de Boicote, Desinvestimentos e Sanções (BNC), liderando o movimento global de BDS contra Israel, lançou a campanha “Olimpíadas sem apartheid”. Representantes de movimentos sociais brasileiros e palestinos estiveram presentes em conferências organizadas no Rio de Janeiro e São Paulo.

A campanha pelo boicote, desinvestimentos e sanções a Israel foi chamada internacionalmente em 2005 por movimentos sociais palestinos e busca acabar com a ocupação de israelense dos territórios palestinos. Neste ano, o movimento chamou atenção ao pedir que os músicos brasileiros Caetano Veloso e Gilberto Gil não realizassem um show em Israel; o show foi mantido.

Desta vez, o alvo da campanha é a empresa israelense Sistemas de Segurança e Defesa e Internacionais (ISDS), que desde outubro do ano passado tem um contrato com o Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos Rio16. Os ativistas pedem que o comitê organizador rompa o contrato com a ISDS.

Segundo o coordenador do BDS para a América Latina, Pedro Charbel, a empresa, que está envolvida em crimes de guerra de Israel contra os palestinos, vê os Jogos Olímpicos como uma oportunidade de expandir os seus negócios no país. Atualmente, o Brasil é quinto maior mercado de importação de armas israelenses.

Charbel chama atenção ainda para a possibilidade de táticas utilizadas contra os palestinos serem replicadas no Brasil para reprimir movimentos sociais, com um impacto devastador sobre a vida da juventude pobre e negra.

“A ISDS vê os Jogos Olímpicos como um grande oportunidade de lucro e meio de exportar sua experiência ‘testada em campo’ em manter apartheid, repressão de pessoas, militarização de espaços urbanos ao redor do mundo. Isso deve ser parado”, declara.

O palestino Jamal Juma, ativista da Campanha Stop the Wall (Pare o Muro) em Ramallah, na Cisjordânia, vê no boicote às empresas de segurança israelenses uma forma do Brasil ajudar a pôr fim na impunidade na Palestina e ao redor do mundo.

“É inaceitável que se continue a permitir que Israel exporte sua experiência em repressão e violações de direitos humanos a qualquer um interessado em aplicar aquelas técnicas contra seu próprio povo. É assustador ver que os Jogos Olímpicos Rio16 estão oferecendo à ISDS um plataforma internacional para lavar sua cumplicidade com severas violações de direitos humanos na Palestina e América Central”, afirma Jamal.

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