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Movimento estudantil? Presente! Universidades param contra PEC 241

24/10/2016 às 13:59, por Redação.

Ocupações e atos em dezenas de universidades marcam o dia Nacional em Defesa da Educação

Esta segunda-feira (24) dia Nacional em Defesa da Educação começou com dezenas de manifestações e ocupações de estudantes em universidades de todo o Brasil.

São ocupações de reitoria, fechamento de BRs, aulas públicas, trancaços, e manifestações de rua que protestam contra o governo Temer e em especial contra a PEC 241 conhecida pela limitação dos investimentos em Educação e Saúde. Atos devem acontecer durante todo o dia em todas as regiões do país.

Entenda melhor sobre a PEC aqui.

“Existe um movimento de greve geral (professores, técnicos e estudantes) já em várias universidades, greve estudantil e ocupação de reitorias que só cresce. Os estudantes são terminantemente contra o congelamento de investimentos que vão sucatear ainda mais as universidades e vamos paralisar o Brasil para defender a educação pública”, explicou o diretor de Comunicação da UNE, Mateus Weber.

Ele ressaltou ainda que algumas universidades apresentam também suas pautas específicas, em sua maioria em relação a assistência estudantil: moradia, restaurante universitário, bolsas e infraestrutura, mas não abrem mão de debater quão nociva será a PEC.

Já são mais de 65 campis universitários ocupados por estudantes que se juntam a mais de mil escolas em todo o Brasil, que também dizem não a medida provisória que “deforma”o ensino médio. Saiba mais sobre a MP 746/2016.

Ocupações atos pelo Brasil

Em São Luis, no Maranhão logo cedo o prédio do curso de História da Universidade Estadual do Maranhão (UEMA) no centro histórico foi ocupado.

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No Pará o campus Abaetetuba da Universidade Federal do Pará (UFPA) foi ocupado nesta manhã.

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No Instituto Federal de Goiás Campus Uruaçu a paralisação foi uma ação conjunta do Grêmio Estudantil, CA de Engenharia Civil e do CA de licenciatura em Química.

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Na capital federal os estudantes da Universidade de Brasília (UnB) realizarão um ato no Museu Nacional às 17h.

No Mato Grosso o campus da Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT) em Sinop realizou um ato, o IFMT Centro organiza uma passeata às 15 horas, Barra do Garça e Sorriso também terão atos.

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Na Universidade Federal do Ceará (UFC) houve um trancaço. Já na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), na Universidade da Pernambuco em (UPE) e na Universidade Federal de Alagoas (UFAL) o Campus Arapiraca foram ocupadas.

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Em Minas Gerais já são dezenas de universidades ocupadas e hoje estudantes da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri ( UFVJM) fizeram um movimento no centro de Diamantina contra a PEC 241. Na sexta feira em assembleia os docentes se juntaram aos estudantes e deflagraram greve.

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Neste dia 24 também foi dia de luta no Campus Alto Paraopeba Universidade Federal de São João Del Rei (UFSJ) na cidade de Ouro Branco. A paralisação dos estudantes foi em conjunto com os servidores que entraram em greve. Na UFSJ os estudantes são contra a PEC 241 e exigem do Conselho Universitário uma posição da instituição. Hoje às 20h os estudantes organizam um aulão aberto de aprendizado sobre a Proposta de Emenda Constitucional 241.

No Rio de Janeiro universitários, entidades do setor educacional e movimentos sociais se reúnem às 17h na Candelária.

Na Bahia também o número de universidades ocupadas é muito grande. O Campus X de Teixeira de Freitas e de Salvador da Universidade do Estado da Bahia (UNEB) foi ocupado assim como o Campus Vitória da Conquista da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia ( UESB).

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Na região Sul os estudantes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul realizam uma aula Pública às 18 horas e depois devem sair em passeata pela cidade de Porto Alegre.

Os estudantes da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) também estão em greve e devem ser apoiados pelos professores que se reúnem hoje para decidir.

Reitorias e administrações contra PEC 241

Diversos reitores e administrações de universidades tem apoiado o levante contra a alteração na Constituição que mudará os rumos da educação no Brasil.

A administração da UESB, afirmou em nota que “em respeito ao que preconiza a constituição de 1988, que garante ao povo brasileiro, indistintamente, direito à educação e saúde, se solidariza a todos os movimentos que estão acontecendo concomitantemente em todo país contra a PEC 241/2016”.

O Conselho Universitário (CONSUNI), da Universidade Federal de Goiás (UFG) também divulgou que analisou em profundidade a proposta de Emenda à Constituição 241, que institui um Novo Regime Fiscal para o país e concluiu que as consequências de sua implementação serão “desastrosas tanto para a educação quanto para a saúde, a seguridade social , bem como todos os programas sociais que são desenvolvidos no âmbito do Governo Federal”.

Já a comunicação da Universidade Federal Fluminense afirma que a PEC 241 não apenas ameaça a continuidade dos avanços dos últimos anos como “parece destinada a fazer girar para trás a roda da história”.

A UFF afirma que em nome de um ajuste fiscal, a PEC 241 direciona a arrecadação do Estado Brasileiro para o pagamento dos juros da dívida com o sistema financeiro, em detrimento dos investimentos urgentes, necessários e estratégicos nas estruturas do país. “Sem recursos, as universidades públicas ficam impedidas de concluir obras em andamento – transformando o que seria investimento em desperdício – e afeta de maneira cruel e desproporcional um imenso contingente de estudantes em situação de vulnerabilidade social”.

A reitoria da UFVJM e da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), UFMG também se posicionaram contra a PEC 241.

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