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Mostra Audiovisual reflete a urgência do feminismo e “Era das ocupações”

23/01/2017 às 17:26, por Sara Puerta.


Para coordenadora da área, Festival da UNE se consagra como espaço de discussão política e resistência

São ao todo 25 curta-metragens de estudantes selecionados para 10ª Bienal da UNE, “Feira da Reinvenção”, em Fortaleza, que serão exibidos durante os quatro dias do encontro estudantil.

Para Bel Vale, coordenadora da área audiovisual, a mostra de audiovisual da Bienal, inclui muito mais filmes politizados e voltados para questões sociais do que qualquer outro festival.

“A UNE se tornou um dos maiores símbolos políticos e de resistência em 2016! Sempre foi, mas nesse último ano por conta da crise política, a entidade ganhou muito mais destaque, não só  entre os estudantes, mas em toda a sociedade, por isso essa particularidade nas inscrições”, afirma Bel.

A coordenadora destaca que a maioria dos filmes inscritos e os selecionados tratam do feminismo, a violência contra a mulher e das ocupações em escolas e universidades.

“Também foram inscritos muitos curta metragens sobre atos e manifestações, refletindo a própria conjuntura nacional.Foi um desafio entre tantos filmes que possuem um viés social, escolher esses 25 selecionados”, observa.

Tassiana Rodrigues, estudante de artes cênicas da UNB, dirigiu e produziu o documentário experimental “Herdeiras do Novo Milènio”, selecionado para exibição, que trata sobre a força feminina  formou uma equipe apenas de mulheres. ‘ O filme é em homenagem a minha tia que foi vítima de feminocídio, assassinada pelo ex-namorado. Hoje o criminoso já está solto.

Recorremos ao tema por conta da importância em discutir, levantar a questão e denunciar a violência contra a mulher que é recorrente, e  a necessidade em exaltar o ‘sagrado feminino’.”, conta a estudante.

A maioria dos trabalhos inscritos – e selecionados – são documentários (16 ao todo), 5 experimentais  e 3 ficções.
Foram levadas em conta também a parte técnica (roteiro, fotografia, desenho de som, entre outras) e a linguagem.

Confira  as sinopses dos selecionados:

1.“AgitProp”, Documentário, 5’31 ‘’
Kennet Anderson Da Cruz Medeiros – Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), Rio Grande do Norte.

As práticas comunicativas dos movimentos sociais são desenvolvidas como forma de disputar, através de meios alternativos, a opinião pública fortemente influenciada pelos meios massivos apropriados pela classe dominante.

2. “Anxietatis”, Ficção, 13’56”.

Camilla Motta – Universidade Federal da Bahia (UFBA) – Bahia

O curta-metragem narra a jornada onírica  de uma garota que, numa manhã comum, tenta sair de casa para ir a um compromisso qualquer; porém não consegue. através de metáforas visuais e depoimentos reais, o pseudodocumentário mimetiza e nos mostra, pela perspectiva da personagem, como é o dia a dia de uma pessoa que sofre de transtorno de ansiedade.

3. “Apresente seu mundo ao mundo”, Ficção, 2’44”

Rodrigo Guimarães Nunes Da Rosa – Universidade Federal Fluminense (UFF), Rio de Janeiro .

Um jovem descobre como sua criatividade pode ser libertadora. Com apenas um papel e uma caneta, dá asas a sua imaginação. Em um determinado momento se dá conta de que o seu desenho ganha vida, e ele se vê em um mundo totalmente mágico e peculiar. Todo jovem é capaz de criar um novo mundo através da sua criatividade.

4.“Arte e Revolta em Brasilia”, Documentário,9’33”

Emivalter Dos Santos – Universidade Estadual de Goiás (UEG), Goiás.

Declaração dos direitos do homem e do cidadão. A resistência à opressão é a consequência dos outros direitos do homem. Há opressão contra o corpo social, mesmo quando um só dos seus membros é oprimido. Há opressão contra cada membro, quando o corpo social é oprimido. Quando o governo viola os direitos do povo, a revolta é para o povo e para cada agrupamento do povo o mais sagrado dos direitos e o mais indispensável dos deveres.

5.“As Galeras”, Documentário, 14’29”

Vinícius Freitas Tomas – Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), Rio de Janeiro          .

O projeto “As Galeras” está resgatando através de registros audiovisuais uma parte escondida e para alguns “maldita” da história do funk do Rio de Janeiro. A época dos festivais de Galeras, que chegavam a reunir mais de 40 mil pessoas em um mesmo baile.

6.“Ausência”, Documentário, 13’16”

Wellington Amorim De Oliveira – Anhembi Morumbi, São Paulo.

Ausência” é um documentário com entrevistas e depoimentos direcionado a melhor compreender as dificuldades e as possibilidades de mudanças no atual ensino.

7.“Bloco 1”, Documentário, 10’13”

Carolina Silvério Lobo – Universidade Federal Fluminense (UFF), Rio de Janeiro.

Em dezembro de 2016 a Universidade Federal Fluminense tinha mais de 17 institutos ocupados contra a PEC 55, pela educação pública de qualidade e contra o governo golpista e suas medidas retrógradas.

8.“Bloco 2 – EAU, UFMG e Direito UFF”, Documentário,13’35

Carolina Silvério Lobo – Universidade Federal Fluminense (UFF), Rio de Janeiro.

Em dezembro de 2016 a Universidade Federal Fluminense tinha mais de 17 institutos ocupados contra a PEC 55, pela educação pública de qualidade e contra o governo golpista e suas medidas retrógradas.

9. “Bloco 3 – IACS, Direito UFRJ e CPII”, Documentário, 12’54”

Carolina Silvério Lobo – Universidade Federal Fluminense (UFF), Rio de Janeiro.

Em dezembro de 2016 a Universidade Federal Fluminense tinha mais de 17 institutos ocupados contra a PEC 55, pela educação pública de qualidade e contra o governo golpista e suas medidas retrógradas.

10.“CampoContraCampo”, Documentário, 15’27”

Nathalia Cavalcante – Universidade Estadual Do Paraná (UNESPAR), Paraná.

Uma paixão chamada Cinema. A arte que inspira muitas pessoas faz parte da vida de Estevão Furtado, um administrador que nunca deixou de lado sua admiração pela sétima arte. Assim, Estevão, traz à tona memórias que se confundem com um enredo cinematográfico.

11.“Carolina”, Documentário, 14’45

Camilla Ribeiro De Lima – Academia Internacional De Cinema, São Paulo.

Resumo da trama Migrante, negra, favelada e mãe solteira, Carolina Maria de Jesus escreveu o livro “Quarto de Despejo”, best seller dos anos 60. Em “Carolina”, a poetisa Tula Pilar se funde a história da escritora do Canindé

12. “Herdeiras do Novo Milênio”, Documentário, 10’19”

Tassiana Rodrigues –Universidade de Brasília (UNB), Distrito Federal.

Elas nascem, morrem, se transformam e nascem de novo. De diferentes idades, tribos e etnias, por serem mulheres são a resistência, a liberdade e a força feminina. Quem são as herdeiras do novo milênio?

13.“Imbilino vai ao cinema”, Documentário, 14’52

Samuel Peregrino De Lima – Universidade Estadual de Goiás (UEG), Goiás.

A 318 quilômetros de Goiânia, na cidade de Caiapônia, nasceu o caipira Imbilino, personagem que protagoniza as tramas de Hugo Caiapônia, nome artístico de Hugo Batista da Luz, o cineasta que, contra toda lógica do mercado audiovisual, já rodou cinco longas-metragens gravados sem recursos públicos.

14.“Kronos”, Experimental, 6’36”

Yuri Azevedo Riesemberg Martins – Faculdade de Artes do Paraná (FAP), Paraná.

Uma pessoa presa ao tempo luta contra as areias, e tenta se livrar das correntes da mortalidade.

15.“Latossolo”, Experimental, 18′

Michel Silva Dos Santos – Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), Bahia.

A relação do homem com seu ambiente natural, e a ocupação de uma cidade localizada sobre o latossolo vermelho amarelo.

16.“Manancial”, Ficção, 7´30”

Bruno Wesley Soares da Costa Araújo – Universidade Federal De Campina Grande (UFCG), Paraíba

Um jovem sertanejo vive em busca de conciliar um vínculo perdido pela sua geração dominada pela cultura massiva da futilidade e da ostentação. Um olhar poético sobre o descaso humano com meio-ambiente.

17.“Memórias do Rio Cachoeira”, Documentário,17’30”

Victor Aziz – Universidade Estadual de Santa Catarina (UESC), Santa Catarina.

Poesia, Música e Cinema. Essas são as três linguagens por meio das quais o projeto Memórias do Rio Cachoeira (MRC) registra a memória cultural da cidade de Itabuna (sul da Bahia), especialmente a sua relação com o Rio Cachoeira.

 18.“O Crato tem dança”, Experimental, 6’28”

Luis Pessoa De Araujo Junior – Faculdade Integrada De Patos, Paraíba.

O Crato aglutina uma diversidade de artistas da dança, principalmente na periferia da cidade onde estão concentrados grupos e experiências significativas e de invisibilidades. Reconhecer essa diversidade é um dos caminhos para potencializar o pensar, o fazer, a circulação e a produção da dança na cidade, de forma a contemplar os que estão excluídos do circuito oficial das artes.

19.“O Preço”, Documentário, 18’20”

Wellington Amorim de Oliveira – Universidade Anhembi Morumbi, São Paulo.

O documentário segue a trajetória de dois candidatos ao cargo de deputado estadual de São Paulo durante as campanhas eleitorais de 2014. Permeando a discussão sobre sistemas de financiamento eleitoral, é traçado um panorama do quanto o preço das campanhas

20.“Ocupa Rede”, Documentário, 16’19

Bruna Amaral Lanzillotti Barreto – Universidade Federal Fluminense (Uff), Rio de Janeiro.

No primeiro semestre de 2016, em meio a greve dos profissionais da Rede Estadual de Educação, estudantes secundaristas ocuparam mais de setenta escolas no estado do Rio de Janeiro. Entre abril e junho, o grupo do PIBID de Ciências Sociais da Universidade Federal Fluminense acompanhou parte do processo de ocupação de três escolas estaduais em Niterói, Rio de Janeiro: IEPIC, CEPAR e CEPLIM. A incursão durou cerca de dois meses, em diferentes atividades das ocupações e foi registrada em audiovisual.

21.“Onze”, Documentário, 26

Luan Rocha Prates – Faculdades Nordeste, Ceará.

Onze é o número de pessoas mortas no bairro da Messejana no dia que ficou marcado como a maior chacina da história do Ceará. 38 policiais foram indiciados pelo crime. O documentário colaborativo mostra a história de familiares das vítimas e as manifestações que ocuparam a periferia em protesto aos assassinatos.

23.“Poesia segunda pele”, Documentário, 14’17”

Pamela Hellen Martinho – Rio De Janeiro

O filme é uma forma de empoderamento da mulher, através do projeto” Poesia Segunda Pele”, enfoca a visibilidade a poesia Baixadense e protagonismo as mulheres sem estereotipar. O curta mostra, uma linguagem não linear, e sentimentos como: amor,sensibilidade,poder e muita poesia.

24.“S3tart – Palaffiti 2|∞”, Documentário,14’59”

Pedro Henrique Siqueira Santos – Pernambuco

Um panorama da arte de rua no nordeste e em todo país com a diversidade

de seus artistas em segmentos dentro da arte do grafite, colagem, transfer e outras sub-culturas urbanas. Expor ao mundo esses personagens de uma arte que fica exposta na rua e que ganha cada vez mais espaço no contexto globalizado.

24.“Superdance”, Ficção, 20’41”

Pedro Henrique Saraiva Gino – Universidade Federal Do Ceará (UFC), Ceará.

Um bando. Um amigo desaparecido, uma cobra, um sofá jogado no caminho. Nove corações inquietos em busca de algo que ainda esteja vivo.

25.“Tonterias II”, Experimental, 3’55”

Victor Gargiulo – Universidade Federal Da Bahia (UFBA), Bahia.
Não há co(r)po cheio que não possa transbordar mais. Um Experimento audiovisual de remixagem do movimento.

Fique de olho na programação para não perder a exibição dos curtas>>>

Serviço:

O que? 10ª Bienal da UNE

Quando? De 29 de Janeiro a 01 de Fevereiro de 2017.

Onde? Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, Fortaleza, Ceará.

Quanto? R$150 até o dia 25 de janeiro. Cotistas e prounistas tem 30% de desconto até a mesma data. No dia do evento, a inscrição pode ser feita no local do credenciamento no valor de R$ 200.

Informaçõesbienaldaune.org.br

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