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Mostra audiovisual da Bienal traz conteúdo social e político

02/02/2017 às 17:12, por Sara Puerta.


Documentários sem grandes recursos colocaram na roda o movimento  Cinema Novo

Três sessões de exibição, 25 curta-metragens, mais algumas obras primas do Cinema Novo e a presença ilustre do diretor do documentário sobre o movimento, Eryk Rocha compuseram a Mostra Audiovisual da 10ª Bienal da UNE.

Dentro da mostra estudantil, o lema “uma câmera na mão e uma ideia na cabeça”, se mostrou ainda vivo de acordo com os filmes exibidos. Documentários gravados sem grandes recursos, retratando principalmente as ocupações nas universidades e escolas no ano passado foram  um tema e uma estética recorrentes.

Para Carolina Lobo, estudante da UFF ( Universidade Federal Fluminense), uma das diretoras do “ Ocupa Rede” – filme que conta a trajetória e o cotidiano das ocupações universitárias contra a PEC 55 – é daí que se parte a reinvenção no audiovisual.

“São esses filmes produzidos por estudantes, com conteúdo político e social que retratam a realidade sobre a educação, denunciam e protestam contra as opressões  que estão ganhando cada vez mais espaço”, disse Carolina, em conversa com o site da UNE.

Também no formato de documentário,  o curta metragem “Carolina”, da estudante paulista Camila Ribeiro de Lima, que desmembra a história da Carolina de Jesus, que retratava sua vida de catadora, a comunidade que vivia em um diário, publicado depois nos anos 60.

A ideia de gravar sobre a escritora negra partiu do seu encontro com a poetisa Tula Pilar, que interpreta seus textos. “ São histórias parecidas, por isso a construção do filme é feitas com relatos de quem estudou a vida de Carolina, com a atuação da Pilar, para dar vida ao que ela escrevia, que traz crítica social, luta contra o racismo e feminismo”.

Experimentos

Muito aplaudido, o curta experimental  “Latossolo”, de Michel Silva, da UFRB (Universidade Federal do Recôncavo Baiano), conta com uma montagem dinâmica, e retratou as transformações da cidade de Luís Eduardo Magalhães ( BA), em relação ao meio ambiente, ao homem, com o advento do agronegócio na região.

“A ideia partiu por ter um incomodo na reprodução das relações opressoras da cidade, sem questionamento. Foi opção montá-lo de forma de uma forma sensorial, sem falas, para que as pessoas pudessem entender as conexões ambientais, do negócio, em uma cidade construída por pessoas que não nasceram lá”

O filme ficou pronto em janeiro e a primeira exibição pública foi na Bienal.. O diretor conta agora segue para outros festivais. “Gostei muito da recepção do curta na mostra. Faltam alguns detalhes, como correção de cor, pois Latossolo foi feito voluntariamente e sem financiamento e  só agora encontramos finalizadores”.

 

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