Pular para o conteúdo Pular para o Mapa do Site

Notícias

Últimas Notícias

Mobilizações contra a PEC 55 lotam as ruas e resistem à repressão policial

14/12/2016 às 16:12, por Renata Bars.


Mais de vinte atos mostraram força em diversas capitais do país; movimentos sociais defendem referendo popular

A aprovação no Senado da conhecida PEC 55, na tarde da última terça-feira (13), não desanimou a luta de estudantes, trabalhadores, professores e movimentos sociais que saíram às ruas de todo país para dizer não aos retrocessos. Foram mais de vinte atos espalhados pelo país que resistiram novamente à recorrente repressão policial.

Em Brasília, 88 manifestantes foram detidos. No centro de Recife houve mais de 40 prisões executadas pelo Exército Nacional e, em Belo Horizonte, a polícia utilizou bombas de gás, balas de borracha e até canhão de água para dispersar o ato que seguia pacífico.

”A repressão policial é um retrato do estado de exceção que está se formando no Brasil. Direitos suprimidos, estudantes, trabalhadores e movimentos sociais silenciados. Não deixaremos que isso aconteça, permaneceremos nas ruas, resistindo”, falou o diretor de comunicação da UNE, Mateus Weber.

ATO EM SP

Na capital paulista, o ato que reuniu centenas de pessoas no final da tarde de terça caminhava para o ponto de dispersão, na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), quando um pequeno grupo ocupou o saguão de entrada e atirou rojões na entrada do prédio.

Em nota, a Fiesp condenou o que considera “atos criminosos” que danificaram sua fachada durante mobilização dos movimentos populares.

Para o representante da Frente Povo Sem Medo, Guilherme Boulos, os danos na fachada da Fiesp não são nada perto dos danos que a Fiesp causa ao povo brasileiro. ‘

”A Fiesp patrocinou a PEC 55 contra o povo brasileiro, apoiou o golpe (como já havia feito em 64) e é uma grande defensora da destruição dos direitos trabalhistas. Tudo isso com dinheiro público do sistema”, destacou.

Presente na manifestação, Boulos falou sobre a resistência nas ruas e a intenção dos movimentos sociais em criar um referendo, para que a PEC 55 só possa ser validada se for aprovada por consulta popular.

”A PEC é o maior retrocesso aprovado no país desde o fim da ditadura militar. Congelar gastos sociais por 20 anos é inconcebível. Nenhum lugar do mundo fez isso. É deixar o Estado brasileiro de joelhos para o rentismo financeiro. Ainda mais de iniciativa de um governo totalmente lameado de corrupção, sem legitimidade, fruto de um golpe e de um parlamento desmoralizado, sem autoridade para decidir nada em nome do povo brasileiro”, afirmou.

Em nota, a União Nacional dos Estudantes declarou que a PEC 55 representa o assassinato do Plano Nacional de Educação ”marco histórico desse setor no país, conquistado em 2014 no Congresso Nacional após anos de debate e mobilização de estudantes, especialistas, pais e professores, a fim de avançar nas carências da escola e da universidade pública”, diz o documento.

 

Pular para o Conteúdo Pular para o Topo