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Mobilização Paulista em defesa da educação

29/05/2015 às 19:15, por Sara Puerta.

Estudantes se posicionam contra mercantilização, cortes de recursos, por mais qualidade, democracia e solução para o aditamento do Fies

Nessa Semana Nacional de Luta pela Educação convocada pela UNE, após o anúncio dos cortes na educação, teve uma quinta-feira (28/05) intensa em São Paulo com diversas atos em universidades, motivados contra mercantilização, por mais qualidade, democracia e solução para o aditamento do Fies.

Ontem pela manhã o ato no Campus Anchieta da Anhanguera, em São Bernardo do Campo, região do ABC, mobilizou cerca de 600 estudantes –  pela segunda vez essa semana –  solicitando retornos e posicionamento da diretoria quanto aos aditamentos do Fies.

De acordo com a estudante de Psicologia, Edilaine Pereira Barbosa, milhares de estudantes estão sem renovar os contratos do Fies, e correndo risco de não terminar a graduação como ela.

“Precisamos de um retorno claro, diálogo e comunicação com a direção da universidade. A reitoria marcou uma nova reunião para apenas duas semanas antes do novo prazo acabar, estou frustrada”.

O Ministério da Educação prorrogou o prazo dos aditamentos do financiamento até 30 de junho.

Para o estudante do segundo semestre de psicologia, Breno Caitano de Morais, há desencontro de informações quanto o Ministério da Educação e a informação oferecida pela Anhanguera.  “Esse terceiro ato que realizamos também quisemos atrair mais estudantes, esclarecer dúvidas para uma ação judicial que garanta ter acesso ao Fies até o final do curso”.

Além disso, o universitário conta que a ouvidoria da universidade não está mais funcionando. Sendo assim, não há qualquer retorno rápido em relação a situação.

No Campus da Barra Funda da Uninove a mobilização aconteceu  durante intervalo do período da manhã. Na instituição, de acordo com a presidenta do DCE Livre da Uninove e estudante do quarto semestre de Arquitetura, Eloina Paes, é recorrente a tentativa de impedirem o movimento estudantil de manifestar-se.

“Nosso ato também é para conscientizar o maior número de estudantes na Uninove. Não aceitaremos o crescente número de aulas online. É necessário ter uma regulamentação para o ensino não presencial, fiscalização nos aumentos de mensalidade e soluções para os entraves do Fies. E além disso, mais liberdade para a atuação e reivindicação dos estudantes”, acrescenta Eloina, que fez sua fala na unidade, com diversos seguranças em volta.

Na unidade da Liberdade da FMU, as vias foram interrompidas por cerca de duas horas e com a presença de 200 estudantes protestando contra os cortes para educação, reafirmando a luta das entidades de “Nenhum centavo a menos para educação” e contra os aumentos abusivos de mensalidade.

nenhum direito a menos

O DCE da Uniso (Universidade de Sorocaba), que está em uma luta pela revogação da suspensão de noves estudantes que ocuparam a reitoria em março contra o aumento abusivo de mensalidade também reafirmam a necessidade de maior espaço para a reivindicação de direitos dos estudantes e por universidades mais democráticas.

“Quando ocupamos a reitoria estávamos contra a mercantilização da educação, isso é a mensalidade cobrada sem qualquer contrapartida melhoria nas universidades. Essa é uma bandeira de luta nacional dos movimentos estudantis”, Gabriel Soares, estudante de Direito e presidente da entidade

Na próxima terça-feira (02/6), o DCE irá organizar um ato na Uniso, contra a criminalização dos movimentos sociais e estudantil, com o apoio de diversos grupos, sindicatos e associações. No momento, os universitários suspensos aguardam resolução da Justiça, após entrarem com uma liminar contra a punição

Hoje os estudantes da Uniso estiveram presentes, ao lado de diversas centrais sindicais, no ato contra a PL 4330, que torna legal a terceirização do trabalho em todas as áreas de atuação. Segundo Gabriel, o projeto de lei irá prejudicar muito a inserção dos jovens e estudantes no mercado de trabalho. “Temos que seguir firmes na luta contra o retrocesso dos direitos trabalhistas porque  afetam o povo de maneira geral. O universitário já inicia sua vida acadêmica sabendo que nos empregos  terá  menos benefícios”, conclui.

 

Reforma Universitária

Para a presidenta da União Estadual dos Estudantes de São Paulo, Carina Vitral, o movimento estudantil irá intensificar a reivindicação por mudanças importantes nas universidades daqui em diante, tanto no ensino público quanto no privado. A entidade se posiciona contra os cortes na educação e convoca para uma formulação de uma nova agenda de direitos

“É necessário criar uma política de assistência estudantil ampliada para evitar a evasão e regulamentar o ensino privado, que acabe com essa estrutura de mercantilização, criando regras claras para o seu funcionamento e qualidade para a educação oferecida”, afirmou Carina.

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