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Memorial da Democracia destaca a luta da UNE por democracia

02/09/2015 às 13:40, por Redação com informações do Instituto Lula .

Carina Vitral afirmou que contar a história da democracia brasileira também é contar a história da União Nacional dos Estudantes

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva apresentou, na noite desta terça-feira (1º), o portal Memorial da Democracia, acervo histórico online que tem como objetivo registrar as lutas do povo brasileiro por um país mais justo e igual.

Os primeiros módulos publicados contém documentos, vídeos, fotos e depoimentos sobre o período da ditadura (1964-1985) e a redemocratização até 2002. Nas próximas etapas serão registradas as lutas de outros períodos, até compreender os 515 anos do país. O ato de lançamento aconteceu no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, onde teve início a trajetória política de Lula, para mais de 2.000 pessoas.

Participaram do evento Ivo Herzog, filho do jornalista Vladimir Herzog e fundador do Instituto de educação em direitos humanos que leva seu nome, Carina Vitral, presidenta da União Nacional dos Estudantes (UNE), Guilherme Boulos, do Movimento dos Trabalhadores sem Teto (MTST), o rapper Rappin’ Hood, o ator Sérgio Mamberti e o jornalista Franklin Martins.

Em sua fala, Lula destacou que o Memorial da Democracia é, além de uma exposição permanente da história das lutas do povo brasileiro, uma ferramenta para combater a “irracionalidade emocional” que se instalou em parte da sociedade brasileira.

Já  o presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto, afirmou que fortalecer a democracia não apenas no Brasil, mas na América Latina e em todo o mundo , é um legado do governo do ex-presidente Lula e uma das missões do instituto. E, para isso, a memória é essencial.

A presidenta da UNE em sua fala afirmou que contar a história da democracia brasileira também é contar um pouco da história da União Nacional dos Estudantes.

“Contar a história de uma geração que lutou especialmente para melhorar a vida das pessoas, uma geração onde várias líderes e heróis do movimento estudantil pagaram sua luta com suas vidas, procurados, e mortos como nosso eterno presidente Honestino Guimarães até hoje não tem o seu corpo encontrado. Em nome dessas pessoas que nós seguimos a luta da UNE e nós seguimos a luta para continuar mudando o país”, ressaltou.

Ela explica que a geração de agora não viveu essa luta na pele, mas estudou, leu nos livros, e hoje “podemos visitar memoriais como este e agora também com o recurso multimídia, através da internet eu tenho certeza que será um instrumento valoroso aos jovens para conhecer a nossa história e para continuar lutando por uma democracia cada vez mais fortalecida, tenho certeza que nós venceremos com a ajuda aguerrida do movimento estudantil”.

MOVIMENTO ESTUDANTIL? PRESENTE!

A linha do tempo traz fatos relacionados à UNE  na ditadura militar como o assassinato do estudante Edson Luis, as invasões na UnB, a UNE e demais entidades estudantis na clandestinidade depois do decreto 447. Nós próximos módulos que estão previstos haverão outros espaços de navegação onde poderão ser vistas a atuação dos estudantes na luta pela democracia em fatos mais recentes como o Fora Collor em 1992. O Museu da Democracia estará no ar a partir pelo site memorialdademocracia.com.br

Assista ao vídeo de abertura do Memorial da Democracia:

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