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Marcelo Rocha Garcia – candidato a vereador pelo PSOL Porto Alegre (RS)

13/09/2016 às 17:12, por Renata Bars.

Nasci em Porto Alegre, em 1988. Morei toda a vida na Zona Sul da cidade, onde realizei o Ensino Fundamental e o Ensino Médio. Motivado pelo desejo de ajudar as pessoas, decidi fazer Medicina, passando no vestibular da UFRGS em 2007 em primeiro lugar geral. A integração com a Universidade foi decisiva: comecei a militar no movimento estudantil ativamente a partir de 2008, como representante dos alunos em colegiados da faculdade, e como diretor do Centro Acadêmico Sarmento Leite em 2010. Ali, conheci a importância da mobilização, lutando contra a precarização do ensino e a limitação de espaços estudantis. Em 2012, me inseri no coletivo Juntos! e me formei em Medicina. Comecei a trabalhar no SUS logo que me formei. Por mais de 3 anos atuei como médico de postos de saúde da Restinga e do Extremo-Sul de Porto Alegre. A experiência com a medicina comunitária me mostrou que precisamos ter um olhar diferenciado para as comunidades que mais precisam. Saúde é direito de TODOS!

Em 2013, iniciei, também na UFRGS, o curso de Direito, e fiz parte da direção executiva do DCE-UFRGS no ano de 2015. Hoje, faço especialização em Psiquiatria e mestrado em Saúde Coletiva.
A diversidade sempre foi parte da minha vida. Cresci na religião de matriz africana e fui iniciado aos 14 anos, o que sempre me fez ter respeito pela ancestralidade. Me descobrir e identificar como LGBT não foi fácil, mas me deu forças para lutar para que mais LGBTs possam ser livres em uma sociedade sem preconceitos.

1) Por que você escolheu ser candidato?

Não foi uma escolha individual. Faço parte do setorial de saúde do PSOL e identificamos a necessidade de uma candidatura que defenda intransigentemente o SUS estatal, público e de qualidade nesse momento de turbulência política do país. Entendemos, também, a necessidade de uma representação legítima da tradição de matriz africana e de LGBTs, que possa fazer contraponto às ações das bancadas fundamentalistas.

2) Qual sua proposta para juventude?

A juventude de Porto Alegre sofre com a violência. É uma cidade cada vez mais perigosa e com um Estado cada vez mais ausente. Temos mais homicídios proporcionalmente que São Paulo e Rio de Janeiro, sendo 80% deles ligados ao tráfico de drogas. Isso vem acontecendo porque estamos perdendo nossos jovens para o tráfico. Sem perspectiva, o jovem periférico é presa fácil para o crime organizado. Precisamos disputar nossos jovens com o tráfico. Isso envolve trabalhos transversais das secretarias municipais e programas que tenham a consciência de que a juventude necessita de atenção prioritária. Desejamos integrar assistência social, educação, saúde, esporte e lazer, cultura e outras áreas para trazer aos jovens perspectivas de uma vida melhor e um horizonte em seus caminhos.

3) Qual a sua proposta para Educação?

Porto Alegre tem péssimos índices educacionais. O projeto que governa a cidade há 12 anos construiu apenas uma escola infantil e duas de Ensino Fundamental em toda sua gestão. É muito pouco para mais de uma década de governo. Queremos fortalecer as escolas municipais e tensionar o governo federal pelos 10% do PIB para a educação. Além disso, é necessário firmar posição pela escola de turno integral, que ajudará tanto as crianças e adolescentes através de projetos sociais quanto tranquilizará pais e mães trabalhadoras que não têm com quem deixar seus filhos. Isso passa por um debate democrático de um projeto político pedagógico para educação dos porto-alegrenses.
Não menos importante é lembrar que a escola é um espaço de combate à intolerância. O machismo, o racismo e a LGBTfobia precisam ser debatidos. Porto Alegre perdeu uma oportunidade histórica de incluir o debate de gênero e sexualidade em seu plano municipal de educação no ano passado. Vamos lutar para reverter esse quadro, através de projetos de capacitação dos professores para lidar com a diversidade e trabalhar essas questões com seus alunos.

4) A favor ou contra o Escola sem Partido?

Absolutamente contra. Todo conhecimento é político e ideológico, não se pode fugir disso. Fui ensinado na escola que Pedro Álvares Cabral “descobriu” o Brasil, mas já havia pessoas aqui antes. Aprendi que a princesa Isabel aboliu a escravização porque era uma boa pessoa, quando sabemos que a verdade é que as implicações econômicas do sistema escravista foram determinantes para a Lei Áurea. Se há algum tipo de doutrinação escolar, com certeza não é uma doutrinação de esquerda.
Escola é lugar de pensar com liberdade. Quem defende o Escola sem Partido, além de desejar impor sua ideologia como única, também zomba da inteligência da juventude. Os jovens pensam, não aceitam o que um professor diz ingenuamente. O Escola sem Partido é um projeto de uma direita ignorante que se incomoda com a presença de qualquer debate que fuja a seus interesses. Contra o Escola sem Partido, contra a Escola com Censura, a favor da liberdade de expressão e pensamento!

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